Já dizia o ditado, quem compra terra não erra. Só que o investidor moderno está mais interessado em outro produto do mercado imobiliário: os fundos de tijolos (FIIS).

Os fundos de tijolo são uma classe de fundos imobiliários compostos por imóveis físicos, em contrapartida aos fundos de papel, que investem em ativos como CRIs e LCIs. Entre os ativos encontrados nesse tipo de FII, podem-se citar os shoppings, galpões logísticos, lajes corporativas, agências bancárias e outros.

Consultor na Faber Magna Investments, Robert Furden Junior destaca que os imóveis sempre foram uma opção segura de investimento, seja para alugar ou revender.

Ele traça uma linha do tempo: “a rentabilidade no negócio já foi extraordinária, esteve em baixa, passou por momentos mais estáveis, e agora, todos os indicadores apontam para uma nova fase de frutos ainda maiores nessa retomada”, disse.

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FIIS: seguro e sólido

De acordo com o especialista, os fundos de investimento imobiliário, em especial o investimento em tijolos, são uma “possibilidade segura e sólida”.

Para ele, a crise está favorecendo o segmento, visto que o número de investidores saltou de 500 mil em novembro de 2019 para 1 milhão em setembro de 2020.

“Também construtoras estão animadas com os novos empreendimentos, enquanto as imobiliárias e os corretores retomaram fortemente os seus negócios, prevendo contratos benéficos para o setor”, frisou.

FIIS: Proteção financeira ou rebalanceamento

Os fundos de investimento imobiliário estão em alta justamente porque os investimentos tradicionais em renda fixa perderam potência com a queda da Selic, a taxa básica de juros, atualmente em 2% ao ano.

Com isso, poupadores e comerciantes, além de novos investidores Pessoa Física recorreram aos FIIS por proteção financeira.

Já em relação aos investidores experientes, uma das explicações seria o rebalanceamento de carteira, ou seja, a diversificação de produtos financeiros.

Diferencial

Para Furden, as ofertas em leilões cresceram exponencialmente no período de crise. “Por ser um mercado ainda pouco conhecido, a demanda não cresce no mesmo número das ofertas, ou seja, muita oferta e pouca demanda, resultando em preços baixos e pouca concorrência”, elencou.

E disse mais: “grande oferta e pouca concorrência, preços baixos, risco zero e possibilidade de parcelamento na aquisição de imóvel em leilão, conspiram para o crescimento dessa modalidade como real mecanismo de investimento.”

Também porque, segundo ele, os descontos adicionais oferecidos pelos bancos e a possibilidade de crédito abundante viabilizando a revenda são considerados “a cereja do bolo” dos leilões imobiliários.

Cuidados

Entretanto, o especialista faz uma ressalva: “é preciso conhecer o mercado, consultar profissionais do setor, conhecer ou reconhecer oportunidades e, só assim, iniciar o investimento.”

Para ele, é de extrema importância reconhecer os indicadores de mercado, bem como verificar itens que aos olhos dos especialistas são elementares, mas que aos leigos passam despercebidos, e que podem se tornar riscos desnecessários. E concluiu: “ninguém quer perder dinheiro. O mercado imobiliário está esquentando e compete ao investidor buscar conhecimento e preparo para, assim, diversificar a carteira e maximizar os ganhos.”

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