A Companhia Energética de Brasília (CEB, CEBR3) alterou o cronograma do processo de privatização da CEB Distribuição, com a entrega de propostas econômicas agora programada para o dia 1º de dezembro de 2020, e a sessão pública do leilão prevista para o dia 4 do mesmo mês.

Segundo a Reuters, o leilão de privatização da CEB Distribuição (CEB-D) estava previsto anteriormente para ocorrer com sessão pública em 27 de novembro.

Na véspera, o presidente da CPFL Energia, Gustavo Estrella, mostrou interesse pela CEB-D.

CEB

CEBR3: condições financeiras

Ele disse que a CPFL quer aproveitar condições financeiras favoráveis, dadas por seu baixo endividamento, para avaliar oportunidades de expansão, incluindo a privatização das elétricas CEB-D e CEEE-D, dos governos do Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

Em outubro, os acionistas da CEB aprovaram por maioria a venda de 100% das ações na CEB-D por valor mínimo de R$ 1,42 bilhão.

Balanço

A Companhia Energética de Brasília (CEB) divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2020 após a reunião de seu conselho de administração nesta sexta-feira (13). A companhia controladora registrou, nos meses de julho, agosto e setembro, um lucro líquido de R$ 99,4 milhões. O número recuperação em relação ao segundo trimestre deste ano, que coincidiu com a fase mais crítica da pandemia de Covid-19 , quando foi anotado um prejuízo de R$ 53,8 milhões.

Levando-se em conta os nove primeiros meses de 2020, o lucro líquido da companhia chegou a R$ 35,2 milhões. Segundo a CEB, o desempenho e decorrente dos resultados das empresas de geração, investidas da controladora.

Segmento

As empresas do segmento de geração, em 2020, resultados na ordem de R$ 64,7 milhões, o que equivale a 14% a mais do que o apurado no mesmo período do ano anterior. Destaca-se nesse grupo o resultado de equivalência patrimonial da Corumbá Concessões SA, que em 2019 apresentou o resultado de R$ 7oo milhões, em 2020, saltou para R$ 19,1 milhões, um aumento de 2.628%.

Sem segmento de distribuição, a CEB Distribuição SA apresenta um prejuízo total de R$ 21,2 milhões no acumulado de 2020 – mesmo período de 2019, houve lucro de R$ 13,5 milhões. Como a perda de energia elétrica e a redução no consumo nas classes comercial e industrial em decorrência da pandemia, é bem como a impossibilidade de renegociar como sobras não consumidas de energia impactaram de forma implícita no resultado negativo da distribuidora.

Endividamento

Por outro lado, o endividamento da distribuidora teve redução, com a quitação de algumas dívidas, bem como a redução do passivo decorrente do Plano de Previdência Privada (Faceb). O programa Recupera , que negociou uma negociação de faturas atrasadas, alcançou R$ 61,7 milhões negociados até 31 de outubro de 2020.

Até setembro de 2020, uma distribuidora conseguiu reduzir os gastos com pessoal, materiais, serviços e outros (PMSO) em R$ 20 milhões, em comparação ao mesmo período de 2019.

Geração de caixa operacional

A geração de caixa operacional, que é a diferença entre as receitas e despesas operacionais, também apresentou uma evolução. Do primeiro semestre para o terceiro trimestre de 2020, uma distribuidora conseguiu reverter um resultado negativo de R$ 36 milhões para um positivo de R$ 2,9 milhões.

Veja CEBR3 na Bolsa:

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