O dólar era negociado em queda ante o real logo após a abertura desta quarta-feira, acompanhando o sentimento otimista no exterior em meio a progresso em direção à ampla distribuição de vacinas para a Covid-19 e esperanças de mais estímulo fiscal nos Estados Unidos, enquanto no Brasil os operadores aguardavam o fim da reunião de política monetária do Banco Central.

Segundo a Reuters, às 9:09, o dólar recuava 0,64%, a 5,0960 reais na venda, enquanto o dólar futuro negociado na B3 tinha queda de 0,47%, a 5,0925 reais.

O dólar à vista fechou a última sessão em leve alta de 0,08%, a 5,129 reais na venda.

Neste pregão, o BC fará leilão de swap tradicional para rolagem de até 16 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.

Dólar recua ante real com exterior otimista e de olho em Copom

Alívio

A recente queda do dólar terá papel importante para levar a inflação novamente para abaixo do centro da meta perseguida pelo Banco do Central, acreditam especialistas. Ontem a moeda norte-americana encerrou os negócios cotada a R$ 5,12, o menor patamar desde julho.

Em parte do dia, a divisa chegou a ser vendida a R$ 5,06, graças ao forte fluxo de recursos estrangeiros que tem migrado para países emergentes, entre eles, o Brasil. Em novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou alta de 0,89%, cravando 4,31% em 12 meses, acima da meta oficial de 4%.

IBGE

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que Brasília registrou a menor taxa de inflação do país em novembro. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu apenas 0,35%, menos da metade do índice nacional, que foi de 0,89%. Segundo o IBGE, a inflação de Brasília foi influenciada, principalmente, pela queda nos preços da gasolina, de 0,68%, e do aluguel residencial, de 0,63%. A perspectiva, porém, é de que esse comportamento seja diferente em dezembro, diante dos recentes reajustes da gasolina. Na ponta contrária, informa o IBGE, Goiânia teve a maior inflação do país. O indicador na capital apresentou alta de 1,41%, devido aos reajustes das carnes, que ficaram 9,11% mais caras, e da energia elétrica, cujas contas saltaram 3,69%.

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