As indústrias de pequeno porte de São Paulo apresentaram melhora do cenário em agosto, estendendo a recuperação dos últimos meses após o pior momento da pandemia do coronavírus, mas várias delas ainda não têm capital suficiente para seguir funcionando, segundo uma pesquisa Datafolha contratada pela entidade do setor, Simpi.

De acordo com o levantamento, a taxa de empresas funcionando normalmente atingiu 47% no fim do mês passado, após ter caído a mínimo de 16% no início de maio.

Mas, 5% das entrevistadas relataram que ainda estão com atividades totalmente paradas.

Cenário para indústrias de SP melhora, mas 40% ainda não têm capital de giro

São Paulo: a pesquisa

A pesquisa feita com 661 revelou revelou ainda que 48% delas considera que a crise ainda é muito forte e não dá para prever quando a economia irá se recuperar, enquanto 44% já veem que a economia irá recuperar nos próximos meses.

A dificuldade de acesso a crédito ainda é relatado como um dos principais problemas, com 81% das indústrias paulistas afirmando que não têm acesso a financiamento para se manter funcionando e 39% declarando que têm capital insuficiente para fazer o giro dos negócios.

Falência

A parcela que teve algum cliente empresarial que deixou de comprar porque faliu ou entrou em recuperação judicial é de 33%.

Uma parcela de 7% das empresas afirmaram que correm risco de falir em 30 dias, metade do índice registrado em junho.

Perfil dos investimentos

Já o perfil dos investimentos produtivos feitos por estrangeiros no Brasil está se alterando. Levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), com base em dados do Banco Central, mostra que o setor primário da economia brasileira, puxado pela extração de petróleo e minerais, recebeu nos últimos anos fatia maior de recursos voltados para novos projetos empresariais ou compra de participação em negócios já existentes.

Em contrapartida, diz o Estadão, a parcela de investimentos para a indústria encolheu.

Os dados compilados pela Sobeet mostram que, de 2011 a 2018, o setor primário recebeu 14,3% dos Investimentos Diretos no País (IDP) direcionados a participação no capital, considerando a média do período. No intervalo de 2019 a junho de 2020, o porcentual saltou para 24,9%.

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