Bitcoin tem forte queda e chega a US$ 29 mil, quase zerando todos os seus ganhos anuais

Um dos principais motivos para a queda é a nova variante Delta do coronavírus

Nesta terça-feira (20). os investidores do Bitcoin viram a criptomoeda chegar a uma queda de 5,60%. O principal ativo digital do mercado alcançou US$ 29 mil, seu menor valor em quatro semanas.

Com esse preço, o criptoativo quase zerou seus ganhos anuais. Isso porque, no 1° dia de 2021, estava cotado em US$ 29.087,07, o que significa que o Bitcoin avança apenas 1% ao ano. Além disso, outras criptomoedas tiveram quedas consideráveis, como o Ethereum e Dogecoin, que caíram em 7%.

Um dos motivos da queda foi o avanço da variante Delta do coronavírus (Covid-19). Por isso, investidores de todo o mundo se preocupam com a nova cepa da doença, assim como o que ela significa para o próximo estágio da pandemia.

Quedas generalizadas

As quedas não são privilégios somente das criptomoedas. A Wall Street também foi atingida com a disseminação da variante Delta, assim como a ameaça que a bolsa americana pode representar para uma recuperação econômica mundial.

Na última segunda-feira (19), o Dow Jones Industrial Average, segundo índice mais antigo dos Estados Unidos, despencou em 725 pontos, cerca de 2,1%. Por outro lado, o S&P 500 encerrou em queda de 1,6%, e o Índice Nasdaq, com menos 1,1%.

Este cenário não é exclusividade da América do Norte. Portanto, os mercados asiáticos também enfrentam quedas nesta terça-feira (20). O Nikkei 225 (Japão) caiu 1% e o índice Hang Seng (Hong Kong) despencou 0,8%, assim como o Kospi (Coreia do Sul), que teve uma queda de 0,4%. O único que se manteve estável foi o Shanghai Composite (China).

Bitcoin tem forte queda e chega a US$ 29 mil, quase zerando todos os seus ganhos anuais
Ilustração do mercado de Bitcoin

E agora?

O fundo do poço pode ser mais fundo do que muitos imaginam. Algumas projeções podem ficar bem pessimistas mediante a esse novo cenário. Isso porque alguns especialistas projetam uma queda ainda maior para o Bitcoin, na casa dos US$ 27 mil.

Assim, a criptomoeda mais famosa vem levando uma surra. Desde o começo do ano, ela passou por restrições na China, que até então era sua principal exchange do mundo. Além disso, a Binance foi obrigada a deixar países como Itália e Reino Unido por falta de regulamentação.

No entanto, outros indicadores também apontam para outros sentidos. Em suma, esses olhares mais otimistas afirmam ser apenas uma fase ruim que terá um fim breve.

Dados internos da blockchain do Bitcoin mostram que grandes fundos de investimento estão aproveitando o momento de “desconto” para acumularem cada vez mais criptomoedas.

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