Após aumento da Selic para 4,25%, vale a pena investir na poupança?

Caderneta de poupança passa a ter retorno de 0,25% ao mês e 2,98% ao ano, mas deve continuar perdendo para a inflação

A taxa básica de juros (Selic) aumentou e chegou a 4,25% ao ano. Com isso, a poupança irá obter uma rentabilidade de 2,98% ao ano, segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

Isso porque, devido a regra em vigor desde 2012, quando a Selic está abaixo de 8,5%, a correção anual da  poupança é limitada a 70% dos juros básicos mais a Taxa Referencial, que está em zero desde 2017.

Portanto, a pergunta que fica é: ainda vale a pena investir na poupança com a alta da taxa Selic?

Inflação x Poupança

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, cerca de R$ 23,6 bilhões já foram retirados da caderneta da poupança, só entre os meses de janeiro a maio deste ano. Desde setembro de 2020, o investimento vem perdendo cada vez mais rentabilidade. 

O mês de maio ficou marcado como o pior rendimento da poupança desde 1991. Isso porque o retorno em 12 meses foi de -6%, descontada a inflação medida pelo IPCA, de acordo com o levantamento da provedora de informações financeiras Economática. 

É importante ressaltar que a inflação afeta diretamente a rentabilidade da poupança, assim como de outros investimentos de renda fixa. Portanto, devido aos preços altos no país, os ativos precisam render mais para conseguir superar a inflação e gerar algum ganho para o investidor.

Em suma, com a inflação atual em 2,37% no ano e 6,76% em 12 meses, a  poupança, com seu rendimento de 2,98% ao ano, sai perdendo. Ou seja, o investidor acaba não obtendo ganhos efetivos.

Opções de renda fixa mais rentáveis que a poupança

Com a alta da Selic, a rentabilidade de outras aplicações de renda fixa também tendem a melhorar. Alguns deles são: Tesouro Direto, Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e etc.

A poupança deve continuar perdendo para a inflação. Entretanto, a Anefac destaca que a modalidade continuará se destacando frente aos fundos de renda fixa, principalmente sobre aqueles com taxas que sejam maiores a 1% ao ano.

Por consequência, grande parte dos investidores acabam migrando para investimentos de renda variável. Isso se dá pois eles acabam preferindo aceitar os riscos da Bolsa de Valores. O objetivo é fugir dos juros baixos para buscar lucros acima da inflação.

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