Alphaville (AVLL3) reduz prejuízo líquido em 49% no acumulado de 2020

A Alphaville Urbanismo (AVLL3) encerrou 2020 com resultados promissores para quem busca nova fase. Com redução de 49% no prejuízo líquido, geração de caixa operacional de R$ 92 milhões, corte das despesas administrativas recorrentes e de despesas com processos relacionados a distratos, alongamento de dívidas e aumento das vendas líquidas. “No ano passado, a companhia entrou em nova fase”, diz Klaus Monteiro, presidente.

De acordo com o Valor Econômico, há expectativa que, em 2021, o prejuízo seja, novamente, reduzido e que, no próximo ano, a Alphaville possa retomar a lucratividade, com aumento da participação de projetos lançados desde 2019 na composição da receita.

Alphaville (AVLL3) reduz prejuízo líquido em 49% no acumulado de 2020

Alphaville

Conforme o jornal, a loteadora lançou R$ 316,2 milhões, no ano passado, com expansão de 2% ante 2019. Inicialmente, havia expectativa que a parcela própria dos lançamentos pudesse chegar a R$ 1 bilhão, mas a pandemia de covid-19 resultou na desaceleração da apresentação de projetos ao mercado. Os prazos para obtenção de licenças para os empreendimentos aumentaram, ao mesmo tempo em que a companhia decidiu ser mais cautelosa.

Sem informar metas para 2021, Monteiro deixa claro que a intenção é que haja crescimento do Valor Geral de Vendas (VGV) lançado. “À medida que a companhia descola do passado, olhamos para um novo ciclo de lançamentos”, diz o presidente. O banco de terrenos da empresa de loteamentos corresponde ao VGV potencial de R$ 17,8 bilhões.

Desse total, o equivalente a R$ 2 bilhões está em fase final de aprovação. No radar, estão capitais e outras cidades com mais de 300 mil habitantes.

Pandemia

Com a pandemia, a procura por condomínios horizontais cresceu, o que contribui para aumentar a demanda pelos lotes da Alphaville, direcionados para as classes média e alta. “Há busca por qualidade de vida e segurança”, diz Monteiro. As vendas chegaram a R$ 215,5 milhões, em 2020, com alta de 52%. Houve forte expansão das vendas online e aumento médio de 15% nos preços dos novos lotes.

Desde o fim de 2018, a companhia optou por mudanças, como lançamentos com baixa exposição de caixa e diminuição de despesas administrativas e operacionais. Os prazos de pagamento pelos clientes foram reduzidos – atualmente, 86% das vendas têm prazo de pagamento de até 36 meses.

“Quando terminamos de construir o empreendimento, já recebemos quase tudo”, diz o diretor financeiro e de relações com investidores, Guilherme Puppi.

Os recebíveis dos clientes dos lançamentos das novas safras são securitizados, o que funciona, na prática, para a loteadora de forma parecida com o repasse feito pelas incorporadoras aos bancos.

Loteamentos

Tradicionalmente, o financiamento bancário não inclui loteamentos, mas a Caixa Econômica Federal começou a oferecer linha de crédito para a modalidade. A Alphaville está montando estrutura para fazer alguns repasses para o banco público.

Em 2020, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 419,8 milhões, 49% abaixo do obtido no ano anterior. A receita líquida aumentou 10%, para R$ 180,2 milhões. Enquanto a receita dos projetos lançados a partir de 2019, ou seja, das novas safras, cresceu 231%, a do legado teve queda de 5%.

Os produtos das safras anteriores a 2019 têm margem bruta negativa, mas os apresentados a partir do início da reestruturação da empresa de desenvolvimento urbano possuem margem positiva de 41%.

No fim de dezembro, a companhia tinha dívida bruta de R$ 979 milhões, dos quais R$ 98 milhões vencem neste ano. O maior passivo, com o Bradesco, tem vencimento em 2025. O endividamento líquido caiu 32%, em 2020, para R$ 635 milhões.

Em 2020, a companhia captou R$ 305 milhões em sua oferta inicial de ações (IPO).

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