O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel de Mello, afirmou nesta quinta-feira (17) que a decisão cautelar tomada pela autarquia em relação à entrada do Whatsapp em pagamentos no país, que acabou barrada, contemplou preocupações sobre a atuação de big techs na área e os desafios regulatórios que são impostos com isso.

“Lógica foi essa, não é impedir ninguém, não é proteger ninguém, proteger PIX, não é proteger o banco grande, muito pelo contrário”, disse ele, em live promovida pelo BTG Pactual em parceria com a PUC-RJ.

Banco Central autoriza testes com WhatsApp para pagamentos

Whatsapp: novas tecnologias

Segundo a Reuters, ele defendeu que qualquer entrada competitiva é bem-vinda, mas que o regulador tem que garantir justamente essa condição com alguma similitude regulatória.

“Quando você fala em proteger uma competição, talvez não seja uma competição mês que vem, no ano que vem, mas é uma competição que é nosso mandato, no longo prazo. A gente precisa pensar no que vai acontecer em cinco, dez anos, acho até que vai ser mais rapidamente ”, afirmou.

Após um debate sobre os riscos ao sistema financeiro com o avanço de novas tecnologias e aceleração do processo de digitalização, Mello pontuou que o risco cibernético é o que lhe “tira o sono”, frisando que essa é sim uma preocupação do BC e que segue nenhum radar da autoridade monetária.

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