Entre as maiores instituições financeiras do país, os bancos Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) têm investidos em fintech de open banking.

Segundo o Valor Econômico, na época em que Ricardo Taveira fundou a Quanto, em 2017, o empreendedor era uma das poucas vozes no Brasil falando sobre open banking, um conceito então desconhecido no país.

Agora, com o regulamento do Banco Central (BC) prestes a estrear, a fintech que ajuda a viabilizar o compartilhamento de dados dos clientes acaba de levantar US$ 15 milhões em sua primeira rodada de captação.

Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) investem em fintech de open banking

ITUB4: principais alvos

Conforme o jornal, parte do dinheiro veio do Itaú Unibanco e do Bradesco, e, em tese, os principais “alvos” do open banking – num indicativo de quanto evoluiu o debate sobre a tecnologia no mercado local.

Outra parcela dos recursos veio de fundos como o Coatue, que fez seu primeiro investimento na América Latina, e Kaszek Ventures, que já aportou recursos em nomes como Nubank, Creditas e Quinto Andar.

O aporte foi levantado por meio de ações e dívida conversível, e dará aos investidores participação minoritária e presença no recém-criado conselho de administração da Quanto. Taveira continuará como controlador e executivo-chefe, com gestão independente.

BBDC4: Inovabra

O investimento do Bradesco foi feito por meio do fundo Inovabra Ventures e o do Itaú foi um aporte direto do banco, submetido à aprovação do BC.

“No início, eu imaginava que uma solução como a Quanto ajudaria a impulsionar muito as fintechs. Mas, como a discussão foi amadurecendo rápido no Brasil, os bancos perceberam que o open banking é uma oportunidade para eles também”, afirma Taveira.

Uma parcela do dinheiro, segundo ele, será destinada à ampliação da equipe, que hoje soma 45 pessoas e deve chegar ao fim deste ano com algo entre 80 e 90 profissionais.

Os recursos também ajudarão a Quanto a acelerar o desenvolvimento de produtos, em resposta a uma mudança que o fundador vê no comportamento do mercado.

Segundo Taveira, bancos e fintechs estão se adiantando à regulação e já têm procurado fazer parcerias para distribuir produtos em outros canais, embora a primeira fase do open banking “oficial”, prevista para o fim deste ano, preveja apenas o compartilhamento de informações sobre produtos e serviços.

A tecnologia da Quanto permite a distribuição de produtos financeiros de diversas fontes por meio da mesma plataforma de APIs.

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