A Petrobras (PETR4) deve segurar a oferta dos 37,5% ainda detidos pela petroleira na BR Distribuidora até que haja uma melhoria das condições do mercado de capitais.

Segundo o Valor Econômico, a companhia não tem a intenção de sacramentar a operação a curtíssimo prazo.

A petroleira avançou com o processo de desinvestimento ao obter, no fim de agosto, o aval do conselho de administração para a saída definitiva do capital da BR.

A bolsa, porém, vem em queda. Até sexta o Ibovespa caía 15% em moeda local e 35,23% em dólar. Hoje, perto das 17h, o Ibovespa mantinha o viés de baixa, com queda de 1,40%.

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Oferta

Conforme o jornal, ao segurar um pouco a oferta, aposta-se que a BR pode ter uma recuperação uma vez que a empresa vem fazendo o “dever de casa”, buscando expandir as operações comerciais e cortando custos.

A avaliação, segundo fontes do mercado, é que a BR é hoje uma empresa melhor do que era do quando fez a oferta subsequente em 2019.

As ações ordinárias da BR são negociadas, no momento, a R$ 21,20. Embora os papéis venham se recuperando nos últimos meses, depois de terem atingido a casa dos R$ 13 em períodos de março e abril, o patamar da BR ainda está bem distante da realidade anterior à eclosão da pandemia de covid-19 no Brasil, quando a cotação da companhia flutuava acima do acima dos R$ 28 no início do ano.

Condições de mercado

A Petrobras monitora as condições do mercado, de olho no quanto pode arrecadar a mais com a venda da BR.

Para efeitos de comparação, a Ativa Investimentos estima que uma valorização da ordem de R$ 4 nos papéis da distribuidora poderia representar, para petroleira, cerca de R$ 1,75 bilhão a mais com o desinvestimento.

Dentro dos patamares atuais de preços da BR, a estatal pode levantar R$ 9,2 bilhões.

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