A Oi (OIBR3, OIBR4) estima que os que os investimentos das companhias de telecomunicações no serviço de telefonia fixa baseada em cabos de cobre devem consumir R$ 10 bilhões nos próximos quatro anos.

A afirmação é do CEO da empresa, Rodrigo Abreu, para quem o montante deveria ser destinado a investimentos “produtivos de altíssima importância para o país”.

Oi (OIBR3): assembleia geral será amanhã, conforme manutenção da Justiça

Telebrasil

Segundo o Valor Econômico, ele participou de seminário virtual promovido pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), o executivo classificou esses investimentos como “não produtivos” e acrescentou que, em muitos casos, a prestação de serviço de telefonia fixa é inviável economicamente.

“A nossa proposta, que nós estamos advogando, é a do chamado modelo de ‘transportadora de último recurso’, ou seja, ter obrigações onde não existem outras alternativas”, defendeu ele, durante a participação no “Painel Telebrasil 2020”.

“Existe uma inviabilidade econômica do serviço em muitos casos. O valor da tarifa para alcançar o ‘break-even’ [equilíbrio] da telefonia fixa seria no nosso caso um valor superior a R$ 100, maior do que um pacote básico de fibra hoje. E os valores de investimento que são fornecidos para os próximos quatro anos, que são próximos de R $ 10 bilhões, o número é mesmo esse: R $ 10 bilhões ser suficientes para fazer investimentos produtivos de altíssima importância para o país, como expansão de fibra e aumento da cobertura 4G e 5G, até mesmo oferta a clientes de soluções alternativas, e isto tudo está sendo direcionado hoje para investimento não produtivo em cobre”, disse o executivo.

Veja OIBR3 na Bolsa:

Compartilhe

Categorias do artigo

  • Relacionados: