Com o fim das férias de agosto nos Estados Unidos, as emissões de títulos de dívida internacional de empresas brasileiras foram retomadas.

Segundo o Valor Econômico, de uma semana para cá, grandes companhias levantaram US$ 2 bilhões no mercado.

Nesta quarta (16), a BRF captou US$ 500 milhões e lançou, pela primeira vez em sua história, títulos com prazo de 30 anos. Suzano e Embraer emitiram US$ 750 milhões cada uma na semana passada.

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Operações em aberto

De acordo com o jornal, há operações em aberto de duas novatas. A produtora de etanol de milho FS Agrisolutions e a petroleira Petro Rio estão se reunindo com investidores para acessar o mercado global pela primeira vez.

Na destinação de uso dos recursos de todas elas, emissoras frequentes ou estreantes, predomina o reperfilamento de dívidas.

A operação desta quarta da BRF alcançou US$ 500 milhões, com yield (retorno) de 5,875% e foi concluída depois de um dia e meio de conversas com investidores.

Citi Brasil

Claudio Matos, responsável por emissões de dívida local e internacional do Citi Brasil, destaca o fato de a empresa ter lançado um título de prazo tão longo sem ter a nota de grau de investimento das agências de avaliação de rating.

“Normalmente, as empresas que colocam esses papéis nesse prazo têm essa nota. Apesar de não ter hoje o grau de investimento, a BRF é uma companhia já bem conhecida dos investidores, com operações internacionais, na Europa e Oriente Médio, e conseguiu lançar os papéis a prazo longo e a taxas muito atrativas”, afirma Matos.

Não há nenhuma empresa brasileira do mesmo segmento da BRF com um título comparável nesse vencimento.

A demanda

A demanda dos investidores pelos papéis da empresa de proteína foi de quase 10 vezes a oferta. “A procura por títulos de brasileiras é grande. Os bonds dessas companhias vêm performando bem e, apesar de nas últimas semanas estar acontecendo um volume grande de emissões corporativas na América Latina, ainda não há um montante tão significativo de companhias brasileiras”, diz Matos.

Os recursos captados pela BRF serão usados para financiar a recompra de diversas “senior notes” da empresa com vencimentos entre 2022 e 2026. A oferta de recompra anunciada na semana passada se encerra dia 21.

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