A Planner analisou o ativo Braskem (BRKM5) em seu portfólio e optou por reajustar o preço-alvo, que passou de R$ 23,02 para R$ 30. A recomendação é de compra e o potencial de valorização está em 30%.

Para a gestora, os resultados operacionais da Braskem no terceiro trimestre de 2020 foram muito bons, com um forte crescimento do EBITDA, não só na comparação com o trimestre anterior, mas também em relação a igual período de 2019.

“Isso ocorreu devido às melhores vendas e preços mais elevados em todos os mercados que a empresa atua.  Porém, novamente uma provisão, no caso relativa ao evento geológico de Maceió, levou ao prejuízo”, elencou.

Para o quarto trimestre de 2020, a Planner diz manter expectativas para resultados operacionais ainda positivos, com demanda forte e bons preços.  “Para 2021, é provável que as cotações das resinas caiam, por conta da entrada em operação de novas plantas, principalmente na China”, disse.

Braskem (BRKM5) registra prejuízo de R$ 2,5 bi no 2TRI

BRKM5: margem operacional

Os spreads, que são a diferença entre a cotação da matéria-prima (nafta principalmente) e o preço das resinas, tiveram forte recuperação em 2020, apesar das previsões negativas. Atualmente o patamar destes spreads ainda é elevado para a maioria dos produtos, mas as expectativas são de queda em 2021 e 2022, por conta da entrada em operação de novas capacidades na Ásia e Estados Unidos.

Braskem (BRKM5): Planner recomenda compra com preço-alvo em R$ 30

Braskem Idesa

Segundo a Planner, esta unidade localizada no México vem sofrendo com a falta de matéria-prima (etano), que por contrato seria fornecida pela petrolífera estatal daquele país. A imprensa vem informando que o governo mexicano vai cancelar este fornecimento, cujo contrato seria desvantajoso para o México.  Se isso ocorrer, a produção será fortemente comprometida.  A Braskem informou que o contrato continua vigente.  Este é um risco que impacta negativamente a ação da Braskem e que não deve ter solução breve;

Maceió

De acordo com a gestora, a companhia vem sofrendo prejuízos elevados, desde que em maio de 2019 um relatório da CPRM concluiu que a principal causa para o surgimento de rachaduras nos imóveis de alguns bairros em Maceió era a exploração mineral realizada pela empresa. Já foram feitas provisões no valor total de R$ 8,6 bilhões e não se descarta que sejam feitas outras. “Isso é um risco que deve persistir por um longo período para os acionistas da Braskem”, destacou.

Veja BRKM5 na Bolsa:

https://youtu.be/d8RgSvU1lAg
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