O Banco do Brasil (BBAS3) quer estar entre os três maiores no mercado de capitais. A instituição financeira se prepara para uma escalada no setor.

Segundo o Estadão, o banco aproveita a chegada do novo presidente para ajustar a casa e quer atingir a meta em um prazo de até quatro anos.

Para isso, vai estruturar operações de captações para empresas por meio de oferta de ações e instrumentos de dívida nos mercados locais e externo, em financiamento de projetos (Project Finance) e em fusões e aquisições (M&A).

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Estratégia

Conforme o jornal, a estratégia vem casada com a joint venture com o UBS, com estreia prevista a partir da próxima semana, uma promessa para trazer um impulso na área do banco público, que passou apagada nos últimos anos.

Já organizando os próximos passos da área está Francisco Lassalvia, que assumiu a diretoria de mercado de capitais do BB há quatro meses e que ficará à frente da equipe que será mantida sob o guarda-chuva do banco.

“Ao longo dos últimos quatro meses, investimos na possível sinergia com a joint venture para que o BB seja um dos três líderes nas quatro pastas”, afirmou o executivo.

BBAS3: operações

O plano é fundamentar a origem das operações na base de mais de 12 mil empresas que estão na carteira do banco e, a partir do casamento com o UBS, estruturar e distribuir, ao lado do banco, as operações para investidores.

Outra meta do Banco do Brasil é reforçar a distribuição também entre poupadores que estão abaixo dos mais afortunados, de modo a evitar que escapem para as plataformas de investimentos, que avançam sobre os clientes dos grandes bancos.

No BB, estão no varejo clientes com potencial de investimento abaixo de R$ 150 mil, a partir dos quais ficam os de alta renda e private.

“O varejo ganhou relevância como investidor e por isso vamos treinar todos os gestores de relacionamento do banco para mostrar aos clientes como funciona o mercado de capitais”, conta. Lassalvia lembra ainda que o banco é de varejo e tem, portanto, o dever fiduciário de bom relacionamento e de “democratizar o mercado de capitais”.

BBAS3: capilaridade

A executiva ressalta que o BB possui nada menos do que 10 mil gerentes e a ampla capilaridade de toda a rede de atendimento do banco, uma carta na manga valiosa na hora de alcançar os investidores, que a cada dia precisarão mais buscar diversificação, em um mundo de juros baixíssimos.

Do outro lado, outra força já existente dentro da instituição que começará a ser utilizada é a sua base de clientes na área de atacado do banco, o que mostra a capacidade de originação das operações de mercado de capitais.

A joint venture com um banco estrangeiro ajudará a fechar o cerco na hora de conquistar os mandatos das emissões junto às companhias, visto que, segundo ele, existe uma demanda para bancos com braços no exterior.

Veja BBAS3 na Bolsa:

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