“Aproximação do dólar ao patamar de R$ 3,80 acontece por um movimento de aversão ao risco, em meio as incertas negociações políticas entre EUA e China”

Os últimos dias foram com pouca movimentação no mercado. O cenário interno aguarda o retorno do recesso da Câmara dos Deputados, afim de dar desfecho à aprovação da Reforma da Previdência no 2º turno, além disso a resolução da ata do COPOM também é esperada com ansiedade. Já o cenário externo está mais movimentado, devido as declarações do Presidente americano Donald Trump, com relação à China.  De acordo com o Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio da FB Capital, os investidores estrangeiros estão aguardando medidas econômicas, como por exemplo a redução na taxa de juros e a reforma tributária, que devem aquecer o mercado. “Os estrangeiros estão aguardando a economia ganhar tração, com as reformas aprovadas, melhora do ambiente de negócios e do crédito, mais IPOs, inflação baixa e corte de juros, pois isso vai favorecer as companhias listadas na Bolsa”, disse Fernando.

Para o Diretor de Câmbio, o mercado está aguardando as decisões de política monetária, tanto dos EUA, quanto do Brasil. “O mercado vai monitorar a reação dos investidores ainda aos indicadores americanos, como os de renda pessoal e gastos com consumo em junho, além dos índices de confiança do consumidor e de sentimento econômico nos EUA. É grande ainda a expectativa pelas decisões de política monetária pelo Federal Reserve (FED) e do Copom brasileiro, que podem resultar em cortes de juros, após o Banco do Japão ter mantido inalterada a sua política monetária”, explica.

A aproximação da moeda americana ao patamar de R$ 3,80 acontece por um movimento de aversão ao risco do mercado, em meio as incertas negociações políticas entre EUA e China, porém, segundo o Bergallo a alta não deve se sustentar por muito tempo. “O mercado de câmbio está se alinhando ao movimento de busca de proteção em dólar no exterior, em meio a certo ceticismo dos investidores com a retomada das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. Contudo, apesar de uma eventual aproximação do dólar a R$ 3,80, este patamar deve dificilmente ser superado de forma consistente” finaliza o Diretor de Câmbio da FB Capital.

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