Via (VIIA3) em crise? Ações da varejista despencam mais de 10% após reclamações trabalhistas

A companhia aumentou em mais de 100% as provisões trabalhistas, que passaram de R$ 1,2 bilhão para R$2,5 bilhão

Desde ontem (12), as ações da Via, dona das Casas Bahia e Ponto, vem despencando na Bolsa de Valores brasileira (B3). A queda aconteceu após a divulgação do aumento de 82% nas reclamações trabalhistas dentro da empresa no primeiro semestre de 2021.

Além disso, a companhia aumentou em mais de 100% as provisões trabalhistas, que passaram de R$ 1,2 bilhão para R$2,5 bilhão. Hoje, às 11h40, às ações da empresa se encontravam cotadas a R$ 6,15, representando uma queda 14,44% nos últimos 5 dias.

Posicionamento da Via

Segunda a companhia, o aumento de reclamações se deve à “atuação de profissionais especializados em captar causas trabalhistas, que tem como prática incentivar colaboradores ativos e ex-colaboradores a demandarem contra a Companhia, com promessas de ganhos e até adiantamento de valores”.

Lucros do 3º trimestre

Nesta quarta-feira (10), a Via apresentou o balanço do terceiro trimestre. Durante o período, a empresa teve um prejuízo atribuído aos controladores de R$ 638 milhões. Com isso, a mesma reverteu o ganho de R$ 590 milhões adquirido em 2020.

No entanto, o lucro líquido ajustado pelos efeitos não recorrentes foi de R$ 101 milhões. Enquanto isso, a receita líquida caiu 6% na comparação anual, indo para R$ 7,35 bilhões.

O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 669 milhões no trimestre. Assim, ocorreu uma alta de 6,7% no ano.

Via (VIIA3) em crise? Ações da varejista despencam mais de 10% após reclamações trabalhistas
Placa da empresa Via (antiga Via Varejo)

Crescimento no meio digital

A Via teve um aumento de 6% no volume bruto de mercadoria (GMV) durante o terceiro trimestre, batendo R$ 11,1 bilhões. No entanto, grande a maior parte das vendas, cerca de 60%, veio do meio digital.

Isso porque o GMV das lojas físicas teve uma queda de 14,3%. Por outro lado, as vendas digitais somaram  6,62 bilhões, alcançando um crescimento de 34,7% em comparação com o balanço do ano passado.

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