Vale (VALE3) afirma que MPF arquivou acusações de Steinmetz sobre projeto de Simandou

Os documentos apresentados não serviriam como prova

A mineradora Vale (VALE3) informou que o Ministério Público Federal decidiu pelo arquivamento de um requerimento do empresário israelense Benjamin Steinmetz que acusava executivos da empresa de práticas ilícitas relacionadas ao projeto minerário de Simandou, na República da Guiné.

“A Vale entende que a decisão do Ministério Público Federal corrobora a lisura e probidade de sua atuação no mercado”, disse a companhia em comunicado nesta segunda-feira (5).

“(…) O evidente objetivo do Sr. Steinmetz é desviar foco dos processos de execução de 2 bilhões de dólares movidos pela Vale contra ele e suas empresas, conforme sentenças arbitrais e judiciais proferidas na Inglaterra e EUA”, acrescentou a companhia.

Segundo a mineradora, o MPF teria apontado que o requerimento contra ela seria “incomodamente inespecífico” e que documentos apresentados não serviriam como prova.

“O Ministério Público Federal concluiu que os documentos apresentados ‘não contêm elementos que indiquem sequer em tese a ocorrência de crime de corrupção ativa ou de tráfico de influência internacional’, sendo ‘conclusão falaciosa e inconsistente’ aquela de que executivos da Vale teriam em 2011 oferecido alguma vantagem indevida a George Soros”, afirmou.

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Vale

O conselho de administração da Vale (VALE3) aprovou nesta quinta-feira, 1º, o programa de recompra de até 270 milhões de ações ordinárias e seus respectivos ADRs (NYSE:VALE), proposto por seu Comitê Executivo. Com base na composição acionária da mineradora em 28 de fevereiro, a soma equivale a 5,3% do número total de ações em circulação. O prazo do programa é de até 12 meses.

Segundo o Estadão, em fato relevante a empresa ressalta que o programa “não compete com nossa intenção de consistentemente distribuir dividendos acima do mínimo estabelecido por nossa política”. A decisão, acrescenta o comunicado, demonstra a confiança da gestão no potencial da Vale de “criar e distribuir valor de forma consistente”.

No final de fevereiro, ao ser questionado por um analista durante teleconferência sobre os resultados de 2020 se a distribuição de dividendos da Vale não poderia ser maior, o diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores da mineradora, Luciano Siani Pires, explicou que a companhia terá pago em 12 meses US$ 7,3 bilhões em dividendos.

Mineradora

A mineradora informa que sua subsidiária Vale Canada Limited (VCL) concluiu a venda de sua participação acionária na Vale Nouvelle-Calédonie (VNC) para o consórcio Prony Resources New Caledônia. O consórcio de investidores, que inclui a Trafigura, contempla uma participação majoritária e não diluível dos interesses da Nova Caledônia.

“Após vários meses de negociação, estou satisfeito por ter concluído o nosso desinvestimento na VNC, beneficiando os empregados, a Nova Caledônia e todos os seus stakeholders. A Vale está totalmente comprometida com esta transação. Ela atende às garantias exigidas nos âmbitos financeiro, social e ambiental e oferece um futuro sustentável para as operações”, afirma o CEO da Vale, Eduardo Bartolomeo em comunicado enviado à Comissão de Valores Imobiliários (CVM).

A empresa diz que sua intenção desde o início do processo de desinvestimento foi se retirar da Nova Caledônia de uma maneira ordenada e responsável. O acordo cumpre isso. “Reconhecemos a Vale por seu profissionalismo na condução do processo e seu compromisso em sair da Nova Caledônia de forma responsável”, disse o Estado francês em um comunicado divulgado nesta quarta-feira.

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