“Uma tensão como essa chega a aumentar 30% o volume de negociações na Bolsa de Valores”

Em meio a guerra comercial entre EUA X China ocorreu desvalorização da moeda chinesa de 7 yuans por dólar. Logo após a Bolsa de Valores brasileira sofreu uma queda de 2,5%, operando com 100.097, menor patamar desde o início de julho. Enquanto isso o dólar opera com alta de 1,7%, chegando a R$ 3,96. Em meio a esse cenário, as negociações no mercado trader se mostram crescentes. Para o mercado, essa grande movimentação é ideal para os investimentos que traders movimentam, já que costumam render mais em dados momentos, mas ao mesmo tempo é possível perder muito dinheiro, exatamente pela mesma incerteza.

Como os traders estão lucrando com isso?

O Estrategista-Chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, pontua que a tensão gerada pela guerra comercial aumenta de forma considerável o volume de negociações, e ressalta que maior volatilidade gera mais riscos. “Uma tensão como essa chega a aumentar 30% o volume de negociações, mas vale ressaltar que esse mercado volátil aumenta muito o risco”, comenta. Laatus relaciona o número crescente com a tendência que o mercado financeiro e seus investidores têm a proteger seu patrimônio durante o momento inconstante. “Para os traders isso é algo bom, já que a tensão gera essa volatilidade, o mercado financeiro tende a buscar proteção, as pessoas querem manter seu capital seguro até que a ‘tempestade’ passe”, afirma.

Como EUA X China interfere na economia brasileira?

A guerra interfere na economia brasileira, pode-se notar pela performance atual da Bolsa de Valores, além disso a influencia é mundial, já que são os dois países que mais movimentam o mercado global. Laatus afirma que o fato é uma questão tarifária e cambial global e explica que se os dois países mais influentes no mercado pararem, toda a economia faz o mesmo. “É uma situação que impacta o mundo todo, o maior medo atualmente é de uma recessão global, como a China e os EUA são os maiores consumidores, se eles crescerem menos, todos cresceremos menos”, explica o Estrategista-Chefe. O volume de negociações cresce exatamente pelas especulações e incertezas acerca da guerra comercial. “Agora o dólar está forte, o petróleo está caindo, a Bolsa já está negativa, isso tudo aumenta o volume por conta das especulações geradas pelo momento de tensão”, explica o Estrategista-Chefe.

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