A fabricante brasileira de armamentos Taurus informou nesta terça-feira que seu conselho de administração aprovou mais prazo para o acerto de uma joint-venture com uma companhia brasileira do setor automotivo.

A companhia não informou o nome da empresa com quem discute a parceria, mas afirmou que trata-se de uma “importante empresa brasileira do ramo automotivo, atuante no mercado nacional” e que parceria envolve “fabricação de acessórios de armas leves ao mercado nacional e internacional”.

O conselho de administração da Taurus aprovou mais 10 dias de prazo para a conclusão das negociações, iniciadas mais cedo neste ano, segundo fato relevante.

“As negociações estão muito adiantadas, faltando apenas detalhes técnicos para finalização do acordo, que acreditamos que acontecerá nos próximos dias”, afirmou a Taurus.

Segundo a companhia, a joint-venture “trará para Taurus um novo posicionamento estratégico global, consolidando a empresa em uma posição de destaque no mercado mundial de armas e alinhada aos movimentos do setor, bem como promoverá a entrada em um novo segmento de negócio, dentro do nosso negócio de armas leves”.

Taurus Armas

“Totalmente equivocado”

O presidente da fabricante brasileira de armas Taurus, Salesio Nuhs, disse que a decisão do presidente Jair Bolsonaro de comprar armas no exterior é “totalmente equivocada” e entende que “os militares não concordam com essa posição”.

O Ministério da Justiça está elaborando um plano para instalar uma comissão provisória com representantes da pasta, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal nos Estados Unidos com o objetivo de comprar armas para esses órgãos.

O ministro André Mendonça afirmou que também atender estados interessados ​​em comprar por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

“Tenho certeza que o presidente não está bem assessorado e também entendo que os militares não concordam com essa posição, porque vem contra a própria Estratégia Nacional de Defesa, que visa fortalecer uma Base Industrial de Defesa, que é um decreto presidencial inclusive”, diz.

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