Com as revisões de ratings de instituições financeiras anunciadas na sexta-feira pela Moody’s, o Santander Brasil (SANB11) se tornou o único, entre os maiores bancos privados do país, a ter classificação em moeda estrangeira acima da nota soberana do Brasil, em razão de uma mudança metodológica da agência de risco que beneficiou companhias do exterior.

A informação é do Estadão, para quem agora o banco espanhol tem nota ba1, enquanto o Brasil e os demais grandes bancos estão em ba2. O Santander depende de mais uma elevação para chegar ao sonhado grau de investimento pela Moody’s.

Santander Brasil (SANB11) compra 80% de fintech de recebíveis de agronegócio
Santander Brasil (SANB11) compra 80% de fintech de recebíveis de agronegócio

Moody’s

Conforme o jornal, antes nenhum banco avaliado pela Moody’s no Brasil podia ter avaliação superior à nota soberana do país.

A metodologia foi alterada e a agência unificou os ratings de depósitos e dívida. Mudou o limite máximo do rating de emissão de dívida para instituições não soberanas.

Com isso, todos os principais concorrentes do Santander subiram uma nota e saíram de Ba3 para Ba2. Só o banco espanhol avançou dois degraus. Com a matriz na Europa, tem mais solidez financeira em moeda estrangeira.

Bocaina

Miguel Ferreira, que foi o CEO da gestora de recursos do Santander até fevereiro, já tirou da prancheta um novo projeto, agora no mundo das assets independentes.

Batizada de Bocaina Capital, referência a um dos seus refúgios naturais na serra entre Rio e São Paulo, a gestora o aproxima mais da carreira anterior ao seu ingresso no banco espanhol, em 2016. Ferreira foi sócio e CEO da Tarpon Investimentos por oito anos e também se envolveu diretamente numa das empresas investidas do setor de energia.

É com essa experiência, e aproveitando um momento em que o mercado de capitais brasileiro dá mostras de atingir um novo patamar, que o executivo quer fazer da Bocaina uma casa especializada na gestão de ativos alternativos. Num inédito cenário de juros baixos, a proposta é ter uma oferta intermediária, entre o retorno aguado da renda fixa tradicional e a volatilidade mais alta da bolsa ou de fundos multimercados. “Tem um lugar no meio da renda, do retorno protegido pela inflação, que tende a ser muito grande e ainda não é tão desenvolvido. É aí que vamos atuar”, diz Ferreira.

Veja SANB11 na Bolsa:

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