O Santander Brasil (SANB4, SANB11) mostrou nesta terça-feira (27) os primeiros sinais de como os consumidores estão com dificuldade para pagar dívidas depois que a carência dada pelo banco em meio à pandemia acabou.

Segundo a Reuters, a instituição financeira disse que novas provisões extraordinárias são improváveis.

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Lucro líquido

O lucro liquido recorrente do Santander cresceu 5,3% no terceiro trimestre em relação ao ano anterior, para R$ 3,902 bilhões e superou as estimativas da Refinitiv em 47%, surpreendendo analistas.

O retorno sobre o patrimônio líquido também voltou aos níveis pré-pandêmicos, a 21,2%. Ainda assim, as units do Santander Brasil estavam em queda de 1,9%, uma vez que as baixas provisões para perdas com empréstimos intrigaram os investidores.

Os papéis

Os papéis também vinham de uma sequência de alta em seis sessões até a véspera, acumulando no período valorização de 13,7%.

O índice de inadimplência de 15 a 90 dias do Santander Brasil aumentou 0,4 ponto percentual, para 3,1%, principalmente por causa do comportamento do segmento pessoa física, embora o indicador acima de 90 dias tenha caído ligeiramente.

Empréstimos

As provisões para perdas com empréstimos caíram 5,7% em relação ao ano anterior, para R$ 2,916 bilhões, considerando as recuperações de empréstimos.

Analistas do Bradesco BBI afirmam que isso faz parte do “DNA agressivo” do Santander Brasil. “Uma leitura boa dos empréstimos não pagos ainda é muito difícil, e, na nossa visão, a despesa para devedores duvidosos aqui está parecendo baixa demais”, escreveram analistas do BTG Pactual em nota aos clientes.

Teleconferência

O vice-presidente financeiro do banco, Angel Santodomingo, disse a analistas em uma teleconferência que considera os níveis de provisão atuais adequados.

“A força do nosso balanço está aí”, disse ele, acrescentando que o banco tem trabalhado para prever quais clientes podem enfrentar problemas no pagamento de dívidas para oferecer novos prazos de pagamento ou empréstimos mais baratos.

O banco está mais exposto a empréstimos ao consumidor do que seus pares do setor privado, mas provisionou menos que seus rivais.

A carteira de crédito cresceu 3,8%, impulsionada por linhas de crédito a pequenas empresas, parcialmente garantidas pelo governo, e por hipotecas e financiamento de veículos, mostrando que o banco está de volta ao crédito a todo vapor.

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