QUEDA DA SELIC – RENDA FIXA PODE SOBREVIVER?

“A taxa deve seguir caindo e os investidores devem buscar outras alternativas para conseguir uma maior rentabilidade”

“A taxa deve seguir caindo e os investidores devem buscar outras alternativas para conseguir uma maior rentabilidade”

A taxa básica de juros está a 6%. Desde sua criação, esse é o menor patamar já atingido. Alguns investidores se preocupam com isso e muitos estão migrando para outras formas de investimento, principalmente para aqueles que contém maiores riscos e consequentemente maiores lucros. Isso se deve ao fato de que a Selic baixa reduz o rendimento de investimentos de renda fixa, como por exemplo Tesouro Selic. Além disso, a aprovação da Reforma da Previdência em 1º turno trouxe certa estabilidade à Bolsa de Valores, o que também ajudou a atraiu muitos investidores.

Para Daniela Casabona, Sócia-Diretora da FB Wealth, a taxa deve seguir caindo e os investidores devem buscar outras alternativas para conseguir uma maior rentabilidade. “Minha previsão é que a taxa caia ainda mais, aos investidores mais conservadores, que ainda buscam investimentos de renda fixa, indico que fiquem atentos aos investimentos com crédito privado”, afirma. Daniela pontua ainda que hoje há investimentos com alto rendimento que devem ser considerados por quem busca mais rentabilidade, mas não pretende deixar os investimentos de renda fixa. “Tesouro Direto e CDBs de banco menores podem ser boas alternativas para quem tem aversão ao risco e ainda sim procuram uma rentabilidade um pouco melhor que a poupança”, afirma.

Onde investir?

Esses tipos de investimentos podem render até 40% mais que a poupança e 30% mais que o CDI”, diz Casabona. Os investimentos de renda fixa são necessários para equilibrar a carteira, pensando sempre na diversificação dos investimentos. “Os investimentos de renda fixa são importantes para equilibrar a carteira, pois os investimentos de renda variável têm grandes oscilações, o que pode impactar consideravelmente o montante”. Para Casabona o momento político atual é um agravante para as oscilações. “Essas oscilações são causadas principalmente por conta do cenário político inconstante que o país está enfrentando”, finaliza a Sócia-Diretora.

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