Para atrair e reter clientes, principalmente os interessados em usar o PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, as instituições financeiras mais tradicionais elencaram uma série de ações.

Alguns bancos já anunciaram prêmios de até R$ 1 milhão e outros oferecem anuidade gratuita no cartão de crédito. O objetivo é incentivar sua clientela a cadastrar as chaves do PIX na plataforma da própria instituição financeira. Isenção de tarifas também conta.

De acordo com levantamento de O Globo, a lógica é simples: quanto mais gente cadastrada com as melhores chaves (CPF, e-mail ou número de celular), maior o número de transações.

PIX

Diretor executivo da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), Diego Perez disse ao jornal que os bancos estão investindo nas estratégias de relacionamento. Estão lutando pelas melhores chaves, que são únicas. “O cliente só pode cadastrar o CPF em um banco, por exemplo. Então, se esta for a chave de maior identificação com o usuário, ela tende a gerar mais transações”, explicou.

PIX em 15 pontos

  • Pix é um meio de pagamentos que permitirá transferências e pagamentos instantâneos 24 horas por dia e sete dias por semana;
  • A promessa é que o novo seviço seja mais simples que os atuais TED e DOC. O Pix começou a funcionar no dia 16 de novembro;
  • Estará disponível em qualquer plataforma que a instituição financeira escolher. No entanto, o BC espera que o celular seja o canal mais usado. Em um primeiro momento, será necessário ter acesso à internet, mas o BC prevê que um serviço off-line esteja disponível em 2021;
  • Podem usar o PIX pessoas físicas e jurídicas, microempreendedores individuais (MEIs) e profissionais liberais;
  • Para transferências entre pessoas físicas e pagamento de pessoas físicas para empresas, o Pix será gratuito. Para MEIs, venda com finalidade comercial poderá ser tarifada;
  • A chave dp PIX é um meio de identificar a conta do usuário. Há quatro tipos: CPF ou CNPJ, e-mail, número de celular e uma chave de segurança aleatória de números e letras. Na hora de fazer transferência, em vez de o usuário ter que informar nome, CPF, número da conta e da agência, como é feito atualmente, basta colocar a chave Pix;
  • O cadastro, ou registro da chave, será feito pelo site ou app da instituição onde o cliente tem conta. É preciso confirmar a posse da chave e vinculá-la à conta do Pix. Por exemplo, no caso do uso do e-mail ou do celular como chave, o usuário receberá um código por SMS ou por e-mail que deverá ser inserido no app para confirmar a identificação;
  • O número de chaves a cadastrar poderá estar limitada, visto que as instituições financeiras poderão impor para cada transação. Pessoas físicas podem ter cinco chaves para cada conta da qual sejam titulares. Para empresas, o limite é de 20 chaves por conta. O cadastramento de chave promete facilidade e rapidez no uso diário do Pix, mas não é obrigatório;
  • Para transferências, ao selecionar a opção, quem estiver usando o serviço poderá digitar uma identificação de quem vai receber o dinheiro, a chave Pix (CPF, e-mail ou telefone celular). Quem for enviar recursos, coloca o montante a ser transferido e aprova a transação. Quem recebe pode gerar um QR code e enviá-lo ao pagador;
  • A diferença entre Pix, DOC e TED é que o Pix é mais ágil em transferências que os tradicionais DOC/TED. Nas transferências TED/DOC, o pagador precisa digitar os dados do recebedor, como seu banco, CPF/CNPJ, número da agência e tipo de conta. O serviço só está disponível em dias úteis e em determinados horários. Além disso, no caso do DOC, o valor só fica disponível horas depois ou no dia útil seguinte. No Pix, o pagador inclui a chave Pix no celular ou lê o QR Code do recebedor e ambos recebem uma notificação de operação concluída. O Pix é aceito em qualquer dia e horário;
  • O BC não estabeleceu um limite para o Pix, mas as instituições financeiras poderão impor valores máximos para cada transação. Estes, porém, não poderão ser inferiores aos limites estabelecidos para outras opções de pagamento;
  • Também não haverá cobrança para pessoas físicas no caso do recebimento e envio de recursos. Mas, caso recebam dinheiro ao fazer uma compra ou se usarem os canais de atendimento do banco, quando houver meios eletrônicos disponíveis, a instituição financeira poderá cobrar tarifa. MEIs e autônomos seguem as mesma regras. Se a conta Pix for usada apenas para fins comerciais, pode ser cobrada tarifa a partir da 31ª transação de recebimento. No caso de pessoas jurídicas, podem ser tarifados tanto o pagador como o recebedor.
  • Para fazer compras, o Pix também poderá ser usado via QR Code. O consumidor abre o aplicativo do banco ou da fintech, seleciona a opção Pix e direciona a câmera do celular para o QR Code disponibilizado pelo estabelecimento comercial, que também pode, assim como em transferências, informar sua chave Pix;
  • É possível fazer compras e pagamento de prestadores de serviço que também tenham Pix. Pode-se usar o Pix para pagar contas de luz, taxas e multas a órgãos federais. O Tesouro Nacional ainda está desenhando o calendário para o pagamento de taxas como inscrições de vestibular e emissões de passaporte. Também está sendo desenvolvida uma ferramenta para facilitar a compra de imóveis e carros;
  • As informações pessoais são protegidas pelo sigilo bancário e as medidas de segurança já adotadas pelas instituições financeiras em TEDs e DOCs serão utilizadas no Pix. Em caso de erro em uma transação, valem as regras atuais. Se ocorrer o envio de um valor errado, será necessário negociar com o recebedor para que o montante seja devolvido.
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