Os novos planos de desenvolvimento de 14 campos de petróleo em águas rasas recentemente vendidos pela Petrobras (PETR4) indicam investimentos de mais de R$ 10 bilhões nos ativos, localizados na Bacia de Campos, disse a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com comunicado do órgão regulador, que já aprovou os planos, o montante refere-se a realizações obrigatórias das atuais operadoras –Trident, com investimentos firmes de R$ 5,6 bilhões; BW, com aportes de R$ 3,9 bilhões; e Perenco, com R$ 1,1 bilhão.

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ANP

A ANP, que vê o processo como a revitalização de áreas antes “em declínio”, acrescentou que o valor pode dobrar se consideradas as atividades que dependem do desenvolvimento dos projetos.

A reguladora afirmou ainda que os campos em questão foram responsáveis pela produção de 81 mil barris por dia (bpd) de petróleo em 2012, mas que esse bombeamento havia recuado para cerca de 26 mil bpd no ano passado. No mesmo período, os royalties das áreas caíram de R$ 583 milhões para R$ 227 milhões.

“O plano de desinvestimento da Petrobras na Bacia de Campos garante a revitalização dessas áreas, e novas oportunidades de geração de emprego e renda na região”, acrescentou a ANP em nota.

Ativos

No ano passado, a Petrobras se desfez de ativos como os polos de Enchova e Pampo, que contêm um total de dez campos e foram comprados pela Trident Energy, o campo de Maromba –adquirido pela BW– e os campos de Pargo, Carapeba e Vermelho, vendidos à Perenco.

A Petrobras tem impulsionado desinvestimentos recentemente para focar em ativos de águas profundas e ultraprofundas, além de buscar a diminuição de sua dívida.

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