Oi (OIBR3, OIBR4): Pátria vai disputar torres; abertura dos envelopes será hoje

A operadora de telefonia Oi (OIBR3, OIBR4), que está em recuperação judicial desde junho de 2016, faz hoje dois importantes leilões de vendas de ativos, que podem ajudar a reduzir o pesado endividamento da empresa. A tele receberá propostas por seus negócios de torres e de data centers.

De acordo com o Valor Econômico, a divisão de torres é disputada pela Highline do Brasil, controlada pelo fundo americano Digital Colony, cuja oferta é a preferencial – ou “stalking horse”-, e pelo fundo Pátria Investimentos, que também se habilitou para fazer a oferta. A abertura dos envelopes está prevista para ocorrer hoje, a partir das 14h30.

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A proposta

A proposta do Pátria pelas torres da operadora em recuperação judicial foi feita por meio de um seus fundos de infraestrutura, afirmaram três fontes a par do assunto. Com a disputa por esse negócio, o Pátria pode voltar ao setor um ano depois de ter vendido a Highline, sua operação de torres de telefonia móvel criada em 2012, para o Digital Colony.

Por meio da Highline, o Digital Colony fez a oferta de R$ 1,06 bilhão por 637 torres e 222 pontos de antenas da Oi instalados em shoppings, hotéis e outros locais.

Competidores

Conforme o jornal, possivelmente haverá a entrada de novos competidores pela compra de torres da Oi. Uma das apostas é a nigeriana IHS Towers, que entrou no mercado brasileiro no fim do ano passado ao comprar por R$ 2,5 bilhões a Cell Site Solutions (CSS), que pertencia ao banco Goldman Sachs. Com a aquisição, a IHS Towers detém hoje 2.230 torres.

No mercado, a expectativa é de que a Highline ainda se mantenha competitiva no processo, mesmo após a compra dos ativos da Phoenix Tower, de 2.500 torres de telefonia móvel, anunciada na terça-feira. Embora o investimento não tenha sido divulgado, o Valor apurou que Highline pagou cerca de R$ 3 bilhões à Blackstone, que era controladora da Phoenix.

Veja OIBR3 na Bolsa:

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