Num momento de tamanha instabilidade como vivenciamos em 2020, empresas multinacionais encontraram nos negócios intercompany um esteio para manter suas atividades operacionais. Se algumas filiais brasileiras precisaram de repasses da matriz para sobreviver, aquelas que vendem produtos a outras empresas do mesmo grupo puderam respirar mais aliviadas. A alta do câmbio trouxe essa vantagem aos exportadores.

É o caso da GEMÜ Válvulas e Sistemas de Medição e Controle. A fábrica localizada em São José dos Pinhais (PR) e que completa 40 anos em 2021 tornou-se importante fornecedora da matriz alemã e de filiais do grupo em outros países ao redor do mundo. Unidades da GEMÜ na China e EUA também se encontram nessa situação.

“Existe um movimento entre as empresas europeias, que buscam soluções em fornecimento de peças e equipamentos que atendam as expectativas de qualidade e ainda façam com que o dinheiro fique dentro do grupo”, explica o gerente geral de vendas da área PFB (farmacêutica, alimentícia e de biotecnologia) da GEMÜ, Hans Paul Mösl.

Negócios intercompany aliviam caixa de multinacionais no Brasil

Intercompany: centro de excelência

O primeiro e mais recente acordo comercial foi transformar a unidade da GEMÜ no Brasil um centro de excelência na fabricação de diafragmas para a área industrial. Para isso, nos últimos dois anos foram compradas novas prensas de alta tecnologia, de maior controle e rapidez, automáticas e que permitem produção em escala. Com as novas máquinas, ferramentas e borrachas vindas direto da Alemanha, foi possível atingir o nível de qualidade exigido pelo grupo e que evitam a contaminação cruzada.

O material é utilizado em linhas de produto da GEMÜ voltadas a aplicações em água potável, com certificação DVGW (Alemanha) ou NSF/ANSI 61 (USA). Com isso, a filial brasileira aumentou sua produção e hoje trabalha em dois turnos para dar conta das vendas internas e externas. Do faturamento, cerca de um quarto vem das vendas externas intercompany.

Investimentos

Outros investimentos em curso irão permitir à unidade fabril brasileira tornar-se  centro de excelência na fabricação da válvula do modelo globo em aço inox para o grupo, antes importada do Leste Europeu.

O próximo passo é a chegada de uma nova máquina de injeção, que permitirá a unidade brasileira a fabricação dos novos corpos de válvula diafragma com revestimento em resinas termoplásticas.

“Com investimentos em uma gestão de alto nível, mão de obra capacitada e equipamentos de ponta, a unidade brasileira se mostrou de grande potencial”, relembra Mösl.

A empresa

A filial da multinacional alemã criada por Fritz Müller na década de 1960 disponibiliza ao mercado brasileiro válvulas. A planta situada em São José dos Pinhais (PR), que conta com 100 colaboradores e completa 40 anos em 2021, produz válvulas e acessórios para o tratamento de água e efluentes em indústrias de todas as áreas, como siderurgia, fertilizantes e setor automobilístico, bem como para integrar sistemas de geração de energia.

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