O ministério da Economia manteve nesta terça-feira (15) sua projeção de queda para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 4,7%, destacando “forte retomada” da atividade no trimestre atual, apesar da expressiva contração verificada entre abril e junho.

Para a inflação medida pelo IPCA, uma perspectiva agora é de alta de 1,83% em 2020, acima da expectativa anterior de 1,60%. Os números fazem parte da grade de parâmetros da Secretaria de Política Econômica (SPE).

No boletim Focus mais recente, economistas ouvidos pelo Banco Central estimaram retração de 5,11% para o PIB neste ano e IPCA de 1,94%.

Mercado financeiro prevê queda da economia em 5,31% este ano

Economia: Focus

A pesquisa Focus do Banco Central mostrou nesta segunda-feira que o mercado aumentou sua projeção para a inflação em 2020 e passou a ver um recuo menor, além de reduzir a estimativa para a taxa básica de juros no próximo ano.

A expectativa para a alta do IPCA em 2020 subiu a 1,94%, contra 1,78% de antes, apontou o levantamento semanal. Mesmo com o crescimento, a projeção permanece abaixo do piso da meta oficial, de 4% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A estimativa de inflação para 2021 avançou 0,01 ponto percentual, chegando a 3,01%, enquanto a meta para o ano que vem é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto.

A Focus também estimou o Produto Interno Bruto (PIB), que deve ter contração de 5,11% em 2020, ante queda de 5,31% estimada na última projeção. Para 2021 os economistas mantiveram a a expectativa de crescimento de 3,50%.

Também foi abordada a taxa básica de juros, que os centenas de economistas acreditam que deve continuar no atual nível de 2,0% ao final de 2020. Contudo, para 2021 a expectativa foi reduzida a 2,50%, ante 2,88% da semana passada.

Para o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, a Selic este ano deve ficar a 2,00%, alta em reação a 1,88% esperado anteriormente. Para 2021, ela permanece em 2,0%.

A Reuters realizou um levantamento que aponta que a Selic será mantida na mínima recorde de 2,0% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que ocorre nesta semana. De acordo com ela, o comitê deve manter uma posição neutra que deve seguir até o segundo semestre de 2021.

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