A maior companhia independente de investimentos da América Latina, XP, anunciou nesta segunda-feira (9) que seu lucro mais do que dobrou no terceiro trimestre, e afirmou que planeja expandir sua rede de agentes autônomos para avançar sobre o mercado de bancos tradicionais.

Segundo a Reuters, o lucro líquido ajustado subiu para R$ 570 milhões no período, ante R$ 261 milhões no mesmo período do ano passado.

XP

XP: número de clientes

O número total de clientes ativos da XP subiu 12% no trimestre, para 2,6 milhões, enquanto os ativos sob custódia cresceram 29%, para R$ 563 bilhões.

A margem líquida ajustada foi de 27,1% , queda de 2,3 pontos percentuais sobre o segundo trimestre, pressionada por investimentos em tecnologia, afirmou a XP.

Agentes autônomos

A companhia planeja ampliar sua base de agentes autônomos e afirmou que em outubro esta base foi ampliada em 500 profissionais, totalizando mais de 7 mil.

“Mantemos mais de 659 pontos comerciais que estão bem posicionados para aproveitarmos oportunidades e continuarmos avançando sobre a participação dos bancos de varejo, que continuam a fechar agências, particularmente como resultado da expansão da digitalização gerada pela pandemia”, disse a XP.

Itaú

O diretor financeiro da XP Investimentos, Bruno Constantino, afirmou que a mudança na participação do Itaú poderia servir para diminuir o conflito de interesses na gestão da corretora.

Segundo a Folha de S.Paulo, na semana passada, o Itaú informou que está em estágio avançado de análise e discussão para separar seu investimento na XP do conglomerado do banco em uma nova sociedade.

Além disso, também informou que prevê a possibilidade de venda de 5% de sua participação na corretora.

Segundo Constantino, apesar do acordo inicial feito pelo grande banco privado para a compra da corretora ter sido mudado pelo Banco Central em 2018, o modelo de governança proposto pelo Itaú contínuo o mesmo.

Pelo acordo firmado entre as duas empresas em 2017, o banco levaria imediatamente 49,9% do capital social da XP e 30% do capital votante. Em 2022, assumiria 74,9% da empresa e 49,9% das ações com direito a voto (ON). Em 2024, um XP poderia vender o controle ao Itaú.

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