Enjoei (ENJU3) reporta prejuízo líquido de R$18 mi no 4º trimestre

O Ebitda encerrou o período em R$18,87 mi negativos

A Enjoei (ENJU3) reportou prejuízo líquido de R$ 18 milhões no quarto trimestre de 2020 ante o prejuízo de R$ 12 milhões em igual período do ano anterior, conforme relatório encaminhado ao mercado.

De acordo com o documento, o Ebitda, que mede o resultado operacional, também encerrou o período no vermelho em R$ 18,87 milhões negativos.

Desconsiderando o pagamento do plano de remuneração em ações, no valor de R$ 11,5 milhões, o Ebitda ajustado foi de R$ 7,32 milhões negativos, 34% maior do que no quarto trimestre de 2019.

Enjoei (ENJU3) reporta prejuízo líquido de R$ 18 mi no 4º trimestre

Enjoei

Por outro lado, a receita líquida subiu 75% no trimestre, atingindo R$ 28,6 milhões, impactada positivamente pela reversão de provisionamento de Pis e Cofins.

Em 2020, o crescimento do indicador foi de 48%, totalizando R$ 79,6 milhões.

Já o número total de produtos publicados alcançou 3,3 milhões no quarto trimestre, crescimento de 74%.

O volume bruto de mercadoria (GMV) ficou em 95% no quarto trimestre, indo a R$ 162 milhões.

“O crescimento se mostrou consistente, confirmando a estratégia do aumento de novos compradores, inventário e engajamento”, informou.

XP

A XP Investimentos iniciou a cobertura das ações da Enjoei com recomendação de compra e preço-alvo em R$ 15, projetando um futuro positivo para a companhia, pois vê muito espaço para o crescimento do comércio eletrônico de moda e considera a experiência divertida da plataforma combinada com a maior variedade de moda do Brasil como diferenciais para sustentar consumidores altamente engajados.

As tendências ESG ajudam a desenvolver o mercado de segunda mão e a ação é vista como uma combinação de um caso de tecnologia com crescimento, e positiva para se aproveitar do movimento de recuperação da economia.

Relatório

O relatório afirma que é inegável que o comportamento do consumidor está mudando e de forma rápida. Muitos dos itens mais desejáveis dos jovens por uma década ou mais mudaram drasticamente, passando da propriedade para o uso compartilhado, ou da posse do item novo, pelo já usado. Indo além, a importância das gerações mais jovens na condução da agenda ESG é evidente, ao mesmo tempo em que a covid-19 impulsionou o número de indivíduos que consideram os fatores socioambientais em suas decisões de consumo.

De acordo com a XP, empresas inovadoras, mesmo em setores mais tradicionais, estão adaptando seus modelos de negócios para contemplar essa nova realidade.

“Ao nosso ver, essa tendência faz parte de um movimento crescente que busca estimular a sustentabilidade por meio do consumo de segunda mão, ou seja, de produtos usados. E vemos a Enjoei bem posicionada para atender a essa demanda e acompanhar essa tendência no futuro, sendo peça-chave na melhoria dos padrões ESG para empresas de vestuário por meio da promoção da moda circular”, completa.

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