Engie Brasil (EGIE3) pode avaliar dividendo mais generoso por melhora na economia, diz CEO

A elétrica francesa Engie (EGIE3) pode rever a decisão de reduzir o nível de pagamento de dividendos aos acionistas de sua unidade no Brasil, uma vez que a economia do maior país da América Latina tem dado sinais de recuperação da crise do coronavírus, disse um executivo da companhia nesta sexta-feira (6).

Segundo a Reuters, a Engie Brasil Energia cortou os proventos referentes a 2019 para 57% do lucro e os do primeiro semestre de 2020 para 55%, contra 100% nos anos anteriores, no que definiu como uma postura conservadora diante de potenciais impactos da pandemia sobre seus negócios.

 “Vocês sabem que, sempre que a gente pode, acaba distribuindo o maior percentual possível, e hoje estamos com um caixa bastante robusto frente às nossas obrigações. É possível que a gente revise e venha a tomar uma posição de um ‘payout’ mais generoso ao final do ano”, afirmou o presidente da companhia, Eduardo Sattamini.

“Essa decisão deve ser tomada no início do ano que vem. Mas existem perspectivas melhores em função de entendermos que a economia tem se recuperado rapidamente”, acrescentou ele, durante teleconferência com analistas e investidores.

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Sattamini

Sattamini destacou que a demanda por eletricidade no Brasil já está em níveis acima dos vistos antes da pandemia.

A carga de energia chegou a desabar 12% em abril, em meio a quarentenas adotadas por governos estaduais e municípios para reduzir a disseminação do vírus.

3º tri

A Engie Brasil Energia (EGIE3) apresentou nesta sexta-feira (5) os resultados referentes ao exercício no terceiro trimestre de 2020, com um lucro líquido de R$ 490,0 milhões, um recuo de de 34% ante os R$ R$ 742,7 milhões apresentados no mesmo trimestre do ano anterior.

Conforme documento, a Engie destacou que a redução é resultado do aumento de R$ 303,2 milhões das despesas financeiras líquidas; do decréscimo de R$ 196,7 milhões do imposto de renda e da contribuição social; da redução de R$ 148,6 milhões no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização); e da diminuição de R$ 2,4 milhões da depreciação e amortização.

O Ebitda da companhia elétrica saiu de R$ 1,581 bilhão entre os meses de julho e setembro de 2019 para um patamar de R$ 1,432 bilhão, uma contração equivalente a 9,4%. A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 44,6%.

Já a receita operacional líquida apresentou uma expansão de 28,7%, chegando a R$ 3,208 bilhões no terceiro trimestre deste ano.

“No segmento de geração e venda de energia, a elevação da receita decorreu do aumento do preço de venda de 3,8%, das transações na CCEE [Câmara de Comercialização de Energia Elétrica] e da exportação de energia, compensados parcialmente pela redução do volume de vendas, em função,principalmente,do menor consumo pelos clientes. No segmento de transmissão,a receita aumentou de forma expressiva em razão da aplicação de norma contábil específica decorrente da construção dos ativos de transmissão, motivada pelos avanços nas execuções das obras dos Sistemas de Transmissão Gralha Azul e Novo Estado”, salientou a Engie.

Veja EGIE3 na Bolsa:

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