O BTG Pactual (BPAC11) deverá ir às compras para dar mais musculatura à sua área de varejo digital. O objetivo é fazer frente ao aumento da concorrência de plataformas de investimento, turbinada pela expansão do número de investidores no Brasil.

De acordo com o Estadão, o banco anunciou ontem que fará uma nova capitalização, por meio de uma oferta de ações na Bolsa brasileira, e se prepara para colocar mais R$ 2,5 bilhões no caixa.

A volta ao mercado ocorre cerca de seis meses depois de outra oferta em que o banco levantou, junto a investidores, R$ 2,6 bilhões. O que chamou atenção, segundo fontes, é que o BTG gastou ainda pouco do dinheiro levantado com essa oferta em 2020, o que criou a expectativa de que um movimento maior pode ocorrer.

BTG (BPAC11) registra queda de 4% no lucro do 2TRI
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BTG: aquisições

Conforme o jornal, o banco deve fazer novas aquisições para fortalecer sua plataforma, mas também viabilizará, com os recursos, o crescimento orgânico de sua área digital, que tem sido uma das prioridades da instituição financeira.

A fonte frisou que ainda há oportunidades para aquisições, mas que, no momento, “é preciso ter paciência para fazer o movimento ao preço certo”. Em fato relevante, o BTG informou que os recursos da oferta serão destinados para “acelerar iniciativas estratégicas e o crescimento da área de negócios de varejo digital e para manter fortes indicadores de capital e liquidez”.

O banco vem se mostrando agressivo para crescimento na área desde o ano passado. Além de atrair escritórios de agentes autônomos, de nomes grandes antes plugados à XP, o BTG comprou, por R$ 348 milhões, a corretora Necton, que nasceu de uma união entre Concórdia e Spinelli.

Veja BPAC11 na Bolsa:

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