Com a chegada da Rede D’Or à Bolsa de Valores, o ano de 2020 vai se consolidando como o melhor em IPOs (abertura de capital de empresas) desde 2007. Tanto em número de operações, quanto em volume financeiro. A informação é do Globo.

De acordo com o jornal, a operação da rede  carioca de complexos hospitalares, que vem crescendo nos últimos anos por meio de aquisições em várias regiões do país, pode captar R$ 12,6 bilhões,  volume mais alto do ano e também o maior desde que o banco Santander, em 2009, captou R$ 13,2 bilhões.

B3

B3: bom desempenho

E o que mais chama a atenção dos especialistas é que esse bom desempenho acontece num ano marcado pela pandemia, em que o país deve amargar uma recessão de pelo menos 4,5%, segundo estimativa do boletim Focus.

Os especialistas apontam a queda dos juros como principal fator da migração de recursos para o pregão, provocando também um movimento de empresas interessadas em abrir seu capital.

B3: Selic

Com a taxa básica de juros do Banco Central, a Selic, em 2%, os investimentos em renda fixa perdem atratividade e mais gente se arrisca na Bolsa para ganhar mais.

Em 2007, foram 64 operações de IPOs, que movimentaram R$ 55,6 bilhões. Este ano, até agora, são 24 operações desse tipo, com captação de R$ 30,2 bilhões, segundo levantamento da KPMG.

Considerando também as operações de follow on (em que empresas já listadas na Bolsa oferecem mais papéis), em 2007 o volume chegou a R$ 70,1 bilhões. Este ano, já são R$ 99 bilhões.

Bio

B3 é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada na cidade de São Paulo. Em 2017, era a quinta maior bolsa de mercado de capitais e financeiro do mundo, com patrimônio de 13 bilhões de dólares.

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