O Banco Central (BC) aprovou 762 instituições, incluindo bancos, financeiras, fintechs (empresas de tecnologia no setor financeiro) , instituições de pagamentos, entre outras, para ofertar o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos, a partir de novembro.

Segundo o BC, o processo de adesão de instituições ao Pix para ofertar o novo serviço a partir do seu lançamento em novembro, foi encerrado no último dia 16, com a conclusão das etapas cadastral e homologatória.

PIX: as 10 maiores dúvidas sobre o novo sistema de pagamentos do governo

As instituições

As instituições aprovadas concluíram “com sucesso todos os testes necessários e estão prontas para ofertar o Pix de forma segura e em conformidade com os requisitos definidos pelo Banco Central”.

“A quantidade e a diversidade das instituições que estão aptas a ofertar o Pix reforçam o caráter aberto e universal do arranjo de pagamento, evidenciam a grande competitividade que o Pix traz ao mercado e demonstram o forte engajamento dos diversos agentes para a adoção do Pix”, acrescentou o BC.

O processo

O processo de adesão de instituições participantes ao Pix será reaberto de forma permanente a partir de 1º de dezembro de 2020.

O BC lembra que o cadastramento de chaves de usuários do Pix, pessoas físicas e jurídicas, não se confunde com o de instituições e permanecerá aberto. Até a última segunda-feira (19), o BC informou que foram cadastradas 42.205.663 chaves.

PIX: golpistas

As chaves do PIX continuam sendo motivo de preocupação para muitos usuários. Depois das denúncias de cadastro sem autorização no Nubank e outros bancos, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou ontem (21) um alerta de golpes envolvendo a nova ferramenta de pagamentos instantâneos.

Conforme a entidade, criminosos estão enviando links falsos por meio do WhatsApp, SMS, e-mail e redes sociais, se passando pelas instituições bancárias e solicitando aos clientes que façam um suposto cadastro da chave PIX. Porém, os links levam a sites falsos de bancos ou à instalação de apps maliciosos, que roubam dados pessoais e financeiros.

Usuários

Para que os usuários acreditem na veracidade das mensagens, os golpistas usam técnicas de engenharia social e manipulam as vítimas. O objetivo é fazê-las fornecer senhas bancárias e números de cartões de crédito, entre outras informações confidenciais.

Usando ataques de phishing nessa campanha de suposto cadastro do PIX, cibercriminosos podem roubar dados bancários.

Usando ataques de phishing nessa campanha de suposto cadastro do PIX, cibercriminosos podem roubar dados bancários.

A Febraban informou ter identificado também outro tipo de golpe, menos comum. Neste caso, o cliente recebe a ligação de uma falsa central de atendimento do seu banco, solicitando senhas e mais informações financeiras, para supostamente efetuar o cadastro das chaves do sistema de pagamento eletrônico. Como não se trata de uma ligação oficial, os dados vão parar nas mãos de desconhecidos.

Canais oficiais

Para não cair em golpes na hora de cadastrar seu PIX, a Febraban orienta quem receber as mensagens suspeitas a não clicar em qualquer link. E se a tentativa de golpe se der por meio de ligação telefônica, não informe nenhum dado ao atendente.

De acordo com a federação, o cadastro do PIX deve ser feito diretamente nos canais oficiais dos bancos ou fintechs, seja via app, internet banking, nas agências ou por contato com a central de atendimento, feito pelo próprio usuário. Em caso de dúvida, procure o seu gerente ou a instituição.

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