Mapfre Economics prevê menor retração na economia brasileira com queda de 5,3% no PIB

A Mapfre Economics revisou suas previsões para o Brasil e estima menor redução do PIB para 2020 no país.

Enquanto o estudo anterior indicava uma queda de 7,5% na economia, a atualização trimestral do relatório “Panorama Econômico e Setorial 2020”, aponta para uma redução de 5,3%.

O cenário se deve, especialmente, ao confinamento menos severo no país. Entretanto, a expectativa é que a recuperação econômica seja mais lenta, com crescimento de 3,6% em 2021, frente a previsão de 5,1% divulgada no relatório do trimestre anterior.

Mapfre Economics prevê menor retração na economia brasileira com queda de 5,3% no PIB

O levantamento

O levantamento alerta que o aumento dos gastos (o governo ativou um orçamento para combater os efeitos econômicos da pandemia que equivale a 5,6% do PIB) juntamente com a queda das receitas fiscais poderia levar o deficit a níveis recordes de 18% do PIB e fazer com que a dívida pública total atingisse 91% do PIB.

A Mapfre Economics aponta como principais riscos, além da própria evolução da pandemia, as incertezas que levarão à redução gradual da ajuda governamental, bem como a possibilidade de a pandemia afetar o programa de reformas estruturais que, na opinião de especialistas, permanece essencial para o equilíbrio das contas soberanas no longo prazo.

Os riscos para a moeda e inflação também dependem, em certa medida, das perspectivas para o déficit fiscal e da percepção dos mercados sobre o compromisso de continuar com essas reformas.

Cenário econômico global

De acordo com o estudo, a Covid-19 gerou um choque sem precedentes na economia global, que resultou em uma queda abrupta nos níveis de atividade e significará uma redução de 90% do PIB nas economias mundiais, com efeitos assimétricos, condicionados pela estrutura produtiva de cada país e pelas vulnerabilidades econômicas e sanitárias de cada sistema.

A análise estima que a economia global sofrerá uma queda de 4,4%, com divergências significativas entre as regiões, ampliando a desigualdade.

Ganhos da classe média

Em termos de renda disponível, é previsível que em escala global se percam os ganhos da classe média conquistados desde o início do milênio, especialmente na América Latina.

No entanto, o apoio dos bancos centrais e os estímulos fiscais impediram, segundo a MAPFRE Economics, o colapso econômico e, com isso, melhoraram suas projeções em relação ao início da pandemia (no trimestre anterior a previsão de queda era de 4,9%).

2021

Para 2021, espera-se uma recuperação na atividade entre 4% e 5,2%. No entanto, o relatório destaca que “há a possibilidade, neste momento, de que novos riscos se manifestem, que ainda são desconhecidos, mas que podem ser motivados pela interação dos riscos pré-existentes e pela crise desencadeada pela pandemia Covid-19”.

O choque Covid-19, apesar de ter natureza global, terá efeitos diferenciados sobre as economias emergentes, exacerbando a fraqueza daqueles com piores posições externas e depreciando suas moedas ao longo de 2020 e parte de 2021.

Ciclo

Além disso, países com maiores vulnerabilidades acumuladas são mais sensíveis ao ciclo e à aversão ao risco global, o que aumenta a dificuldade em sua capacidade de honrar dívidas exteriores, aumentando a percepção de que, em caso de inadimplência ou aquisição implícita da dívida emitida em moeda local (em face de desvalorizações progressivas), então o hedge contra esse risco de contraparte aumenta a necessidade de moedas fortes (USD) pressionando ainda mais as moedas locais e reestilizando o problema.

Estados Unidos e Eurozona

A queda do PIB dos EUA poderia ser entre 4% e 4,5%, uma melhora acentuada em relação ao trimestre anterior (entre – 8% e – 9,4%). Isso se deve, como aponta a MAPFRE Economics, ao enorme estímulo financeiro e monetário imposto em uma estratégia de monetização do déficit cada vez menos hesitante.

Para a zona do euro como um todo, os economistas da MAPFRE Economics revisaram sua estimativa para o crescimento econômico de 2020 para -7,6% (de -10%), mas com amplos riscos de baixa como resultado de uma recuperação desigual entre setores e países, justamente por causa da especialização de cada um dos mercados da Zona do Euro.

Espanha

No caso da Espanha, o Serviço de Estudos prevê uma retração no PIB entre 11,8% (cenário base) e 12,1% (cenário estressado) para este ano, em comparação com a faixa entre 12,1% e 13,1% do trimestre anterior. A recuperação para 2021 permanece (6,7%), mas moderada e evasiva, dado o contexto de incerteza biológica e econômica.

40% dos investidores começaram a investir há cinco anos, aponta CVM

Levantamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informa que 40% dos investidores começaram a investir há apenas cinco anos.

Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb, buscador de investimentos do Brasil, explica que a internet têm ajudado a difundir a educação financeira a novas pessoas, que se sentem seguras para aplicar seus recursos. E aos que desejam começar a investir neste momento de pandemia, há uma oportunidade: a reserva de emergência.

“A reserva de emergência, como o nome sugere, é um dinheiro a ser guardado e que deve ser usado apenas em casos emergenciais”, pondera Bernardo. “E o primeiro passo, para saber o quanto uma pessoa precisa juntar, é fazer um controle dos seus gastos essenciais. Ou seja, anotar quais são os gastos em alimentação, moradia, água, luz, telefone, gasolina e outras despesas fixas. E a soma dessas valores indicará qual é o seu custo de vida mensal. Na reserva de emergência, a gente não pode contar com o valor correspondente a apenas um mês. O mínimo é juntar o valor correspondente a seis meses, sendo 12 meses o ideal. Claro que não será simples guardar esse dinheiro, mas a pessoa pode fazer isso aos poucos, com disciplina”.

Bolsa de Valores

Investidores : hábitos

O especialista aponta que bons investidores desenvolvem hábitos, e ressalta que a pessoa deve ficar sempre atenta à sua condição financeira atual. “O importante é entender que, assim que receber o salário, ela deve separar uma quantia para a reserva de emergência. Mas ela não deve se comprometer com o que não consegue arcar. Comece aos poucos, com R$ 30, R$ 50 ou R$ 100, e vá aumentando o valor”, complementa.

Após juntar o dinheiro, o desafio seguinte é escolher onde investi-lo. “A reserva de emergência precisa estar em investimentos de renda fixa com baixo risco e liquidez diária. Apesar de não serem os investimentos mais rentáveis do mercado, são os mais seguros”, pontua Bernardo.

Poupança

E mesmo sendo a forma de investimento mais popular no país, a poupança não é recomendada. “O problema da poupança é seu baixo rendimento. É importante buscar outras opções de investimento em renda fixa que tenham um melhor rendimento, mas com a mesma segurança que a poupança oferece, como CDB, LCI, LCA e fundos de renda fixa”.

Para as pessoas que possuem renda além da reserva de emergência, Bernardo Pascowitch explica como é possível investir. “A pessoa precisa estar ciente que, com a volatilidade que vivemos hoje, só se deve investir na bolsa de valores aquele dinheiro que se pode perder, que não é essencial para a sobrevivência”, explica.

Importante a se considerar

O especialista ressalta que, mesmo que ninguém queira perder dinheiro, é importante considerar essa hipótese antes de investir. “Ninguém sabe quando o mercado vai se recuperar totalmente e, por ser um momento delicado, é preciso ter cautela”.

O passo seguinte, após definir a quantia, é pesquisar sobre os ativos em que a pessoa deseja investir seu dinheiro. “No caso de ações, é necessário saber o porquê se está investindo em determinada empresa, e não apenas acompanhar as dicas de especialistas do mercado.”

Stark Bank recebe autorização do Bacen para ser instituição financeira

A Stark Bank, fintech B2B de open banking, acaba de receber autorização do Banco Central (BC) para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD).

Com clientes como Loft, Rappi, Buser, Kovi, Rebel e Colgate, a empresa se torna uma instituição financeira, podendo ofertar crédito e novos produtos financeiros, como o primeiro cartão corporativo focado em startups do Brasil.

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A autorização

A autorização do Banco Central permitirá com que a Stark Bank oferte cartão de crédito e antecipação de recebíveis.

Para 2021, a empresa irá lançar produtos como empréstimos, investimentos e câmbio em parceria com outras instituições financeiras.

“Queremos reconstruir a experiência bancária para empresas. No Dashboard da Stark Bank, a empresa poderá ver todo seu fluxo de caixa. Caso detectarmos alguma necessidade de caixa para honrar compromissos, automaticamente nosso sistema irá apresentar as melhores ofertas de crédito através de nossos parceiros. Com um clique, ela terá o dinheiro em sua conta na Stark Bank. Da mesma forma, caso um cliente receba investimentos em dólares no exterior, apertando um botão o dinheiro irá sair da conta dele dos EUA e virá ao Brasil. Nós iremos cuidar de toda a burocracia, enquanto nosso cliente foca em crescer a empresa dele.”, afirma Rafael Stark.

Vantagens e benefícios

Além disso, diz, ser uma SCD traz outras vantagens e benefícios. Agora, todo crédito poderá ser oferecido diretamente pela Stark Bank sem a necessidade de um banco como intermediário, o que propicia muito mais autonomia e controle das operações.

Sem contar na possibilidade de ofertar novos produtos e serviços, aumentando ainda mais o portfólio de acordo com a necessidade e demanda de cada cliente. E como o core business da empresa é baseado no uso de tecnologia, essa autorização deixará as atividades muito mais ágeis, integradas e menos burocratizadas.

2018

Fundada em 2018, a Stark Bank criou a primeira API bancária no Brasil, possibilitando que empresas escalem suas operações bancárias.

O uso dessa tecnologia permite com que empresas possam operar sua conta bancária de onde preferirem, seja dentro do ERP, Excel, Google Sheets, Web Banking ou dentro do próprio sistema da empresa.

Com isso, pode-se automatizar toda a área financeira, aumentando a produtividade do time, simplificando conciliação, dando visibilidade do fluxo de caixa, além de eliminar operações manuais, erros e fraudes. Assim, empresas conseguem realizar grandes volumes de transferências, pagamentos e boletos, sem sofrer qualquer gargalo operacional.

O volume transacionado pela Stark Bank vem crescendo 30% ao mês desde o início da pandemia e a expectativa é fechar 2020 com R$ 2 bilhões transacionados na plataforma.

Oi (OIBR3, OIBR4) informa à Justiça que pretende vender sete imóveis

A Oi (OIBR3, OIBR4) informou que embora tenha um imóvel com autorização para alienação na Recuperação Judicial (RJ), talvez necessite da anuência da Anatel para ser efetivamente alienado.

Isso porque a Anatel já aguarda o pedido de anuência prévia da Oi de três dos sete imóveis que a operadora listou junto à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro para serem vendidos.

Conforme a operadora, o pedido para a venda dessas três unidades será feito para a ratificação da dispensabilidade de uso na telefonia fixa.

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Anatel

Segundo a Anatel, entre os outros quatro imóveis citados na solicitação da Oi à 7ª Vara,  protocolada em 22 de setembro, dois já receberam anuência prévia para desvinculação, um está com solicitação de autorização em andamento e o quarto nunca foi utilizado para a prestação do STFC em regime público e o processo foi arquivado por se tratar de bem não reversível.

Em agosto passado, a Anatel informou ao TCU (Tribunal de Contas da União) o quantitativo dos imóveis declarados pelas concessionárias como bens reversíveis. Ressaltou que “os casos em que a agência tem ciência de alienações sem anuência prévia são tratados em Procedimento para Apuração de Descumprimento de Obrigações (Pado)”.

Grupo Oi

No caso do Grupo Oi, segundo a Anatel, são 7.794 bens imóveis da empresa que integram a lista de bens reversíveis enviada ao TCU. Em setembro, após a assembleia dos credores da companhia, o CEO da Oi, Rodrigo Abreu, estimou que a empresa esperar obter mais R$ 2 bi com venda de imóveis.

No dia 22 de setembro, a Oi fez a solicitação à Vara Empresarial com o argumento de que a venda dos imóveis se destina ao soerguimento da empresa. Os valores de venda dos sete imóveis variam entre R$ 800 mil a R$ 12 milhões e, juntos, somam pouco mais de R$ 24 milhões. Corresponde a R$ 3,37 milhões o valor dos três imóveis que estão ainda sem a anuência prévia da Anatel.

Propriedades

Essas propriedades são as seguintes: Imóvel 1 – Av. Euclides da Cunha, nº 1750 – Maringá/PR, Matrícula nº 37.126; Imóvel 2 – Rua Venâncio Aires, nº 558 – Santa Cruz do Sul/RS – Matrícula nº 14.117; Imóvel 3 – Rua Coronel João Filgueiras, s/nº, Santos Dumont – Três Lagoas/MS,  Matrículas nº 41.716, 41.717, 41.718, 41.719, 41.720, 41.721, 41.722, 41.723 e 41.724.

O documento informa que “os trâmites processuais para a alienação dos imóveis são distintos na Recuperação Judicial e na Anatel, e se complementam. Isto porque, apesar de um imóvel ter a sua autorização para a alienação na RJ, ele ainda, a depender da regulamentação setorial, pode necessitar da anuência da Anatel para ser efetivamente alienado. Os 3 bens imóveis questionados, por exemplo, não são utilizados na prestação do STFC – não abrigam mais nenhum equipamento da telefonia fixa, e ainda serão submetidos à agência para ter a sua dispensabilidade para o STFC ratificada. Só então, após a avaliação e decisão da Agência, estarão aptos para serem alienados”.

Veja OIBR3 na Bolsa:

Unidas (LCAM3): GTF e Seminovos impulsionam resultado no 3ºtri, diz BB Investimentos

A Unidas (LCAM3) apresentou os números do terceiro trimestre e na avaliação do BB Investimentos, o resultado foi positivo. Por conta disso, reajustou o preço-alvo de R$ 21 para R$ 30 com recomendação de Compra.

De acordo com o banco, o destaque no trimestre ficou por conta do volume recorde na venda de carros (+28,7 mil).

Já a receita líquida no segmento de seminovos apresentou uma alta de 65,4% a/a, com aumento de 3,1 p.p. a/a na margem EBITDA (4,5% versus 1,5% no 3T19).

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Resiliência

O BB Investimentos destacou também a resiliência do segmento de Gestão e Terceirização de Frotas (GTF), que apresentou um aumento de 130,4% a/a em volume de novas contratações e de 263,4% a/a no valor global de novas contratações.

Com relação ao segmento de Aluguel de Carros (RAC), a estratégia de redução de tarifas (-10,6% a/a) contribuiu para um crescimento no volume de diárias de +14,3% a/a.

Segmento de seminovos

Já no segmento de seminovos, o banco ressaltou alguns fatores que contribuíram para a excelente performance, tais como a menor oferta de veículos zero km no terceiro trimestre de 2020, o maior estoque de veículos da Unidas e a disponibilidade de financiamentos de veículos, que ajudaram a alavancar o crescimento no volume de vendas e ainda permitiu a majoração de preço dos veículos usados, resultando em aumento de margens no terceiro trimestre de 2020.

Em suma, a Unidas demonstrou que sua estratégia e seu modelo de negócio permitem operar com flexibilidade, ao ajustar tarifas e crescer em volume no RAC, e resiliência no segmento de GTF, após ter expandido os negócios em plena pandemia.

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Performance

Com relação a performance na venda de seminovos, a estratégia da Unidas de optar por manter o preço do veículo e reduzir o volume de vendas no segundo trimestre de 2020, permitiu o aumento de margens no terceiro trimestre de 2020, diante da retomada na demanda, combinada aos fatores de menor oferta da indústria automotiva e disponibilidade de crédito à veículos.

“Considerando a perspectiva de manutenção do cenário positivo de locação de veículos no segmento de GTF, e também de crescimento na locação de veículos no RAC, sustentada pela mudança de comportamento em alugar o veículo mensalmente ou ainda na maior utilização dos aplicativos de compartilhamento de veículos (ex: Uber), em substituição ao transporte público de massa (Ônibus, metrô e trem)”, informou.

Veja LCAM3 na Bolsa:

Klabin (KLBN11): demanda por papel e celulose segue elevada com estoques baixos

Os mercados de papel e celulose estão registrando demanda forte também no quarto trimestre, permitindo à Klabin (KLBN11) repassar aumento de custos de cerca de dois dígitos em papelão e elevar preços da celulose para a China, disseram executivos da maior fabricante de papel para embalagens do país nesta terça-feira (27).

A companhia anunciou para novembro alta de 20 dólares no preço da tonelada de celulose para a China e vê tendência de elevação dos preços da matéria-prima do papel, diante de paradas programadas para manutenção de fábricas do setor no mundo no fim deste ano e um nível de estoques baixo.

“Estamos com uma dose de otimismo para os próximos meses”, disse a analistas o diretor da unidade de celulose da Klabin, Alexandre Nicolini, em teleconferência de resultados.

“No terceiro trimestre, que normalmente é o mais fraco, vimos a partir de agosto uma retomada gradual do segmento gráfico, coisa que a gente nem tinha previsto, mas houve uma retomada em escolas e escritórios, alguns clientes retomaram compras em patamares normais”, disse o executivo.

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Papéis

Ele acrescentou ainda que o mercado de papéis ‘tissue’, como de lenços e papel higênico, continua “extremamente saudável” e que a premissa da Klabin para o crescimento da demanda de celulose no mundo em 2021 é de entre 1,2 milhão a 1,3 milhão de toneladas, a maior parte em fibra curta.

Já o diretor da área de papéis da Klabin, Flávio Deganutti, disse ver crescimento “muito relevante” na demanda por papelão ondulado no mercado brasileiro. O presidente da companhia, Cristiano Teixeira, afirmou que a migração do consumo do varejo físico para o online, incluindo de itens de supermercado como alimentos, tem elevado a demanda por papelão. “Parece que é uma mudança que veio para ficar”, disse o executivo.

3º tri

No terceiro trimestre, a Klabin elevou o volume total de vendas em 14% ante mesmo período de 2019 e 6% na comparação sequencial. Em papéis, o crescimento na comparação anual foi de 7%, guiado por um salto de 17% no segmento de kraftliner. Já em celulose, a alta foi de 22% ano a ano.

As units da Klabin exibiam queda de 1,2% às 13h50, enquanto o Ibovespa mostrava recuo de 0,86% afetado por mau humor em mercados externos.

Paraná

Executivos da Klabin afirmaram que a unidade de celulose da empresa no Paraná, Puma I, vai parar para manutenção em dezembro, o que pode afetar o volume de vendas. Apesar disso, a empresa espera elevar a geração de caixa medida pelo Ebitda no quarto trimestre ante o mesmo período de 2019, disse Teixeira. Já para 2021, a unidade não tem paradas programadas.

Sobre o projeto de expansão de capacidade produtiva, chamado de Puma II, Teixeira afirmou que 57% das obras da primeira fase estão concluídas e que o desembolso deste ano é previsto em 3,6 bilhões de reais. Para 2021, o número deve cair para 2,8 bilhões. A primeira máquina de produção de papel do projeto deve entrar em operar em julho próximo.

Veja KLBN11 na Bolsa:

Santander Brasil (SANB4, SANB11) vê aumento na inadimplência de curto prazo

O Santander Brasil (SANB4, SANB11) mostrou nesta terça-feira (27) os primeiros sinais de como os consumidores estão com dificuldade para pagar dívidas depois que a carência dada pelo banco em meio à pandemia acabou.

Segundo a Reuters, a instituição financeira disse que novas provisões extraordinárias são improváveis.

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Lucro líquido

O lucro liquido recorrente do Santander cresceu 5,3% no terceiro trimestre em relação ao ano anterior, para R$ 3,902 bilhões e superou as estimativas da Refinitiv em 47%, surpreendendo analistas.

O retorno sobre o patrimônio líquido também voltou aos níveis pré-pandêmicos, a 21,2%. Ainda assim, as units do Santander Brasil estavam em queda de 1,9%, uma vez que as baixas provisões para perdas com empréstimos intrigaram os investidores.

Os papéis

Os papéis também vinham de uma sequência de alta em seis sessões até a véspera, acumulando no período valorização de 13,7%.

O índice de inadimplência de 15 a 90 dias do Santander Brasil aumentou 0,4 ponto percentual, para 3,1%, principalmente por causa do comportamento do segmento pessoa física, embora o indicador acima de 90 dias tenha caído ligeiramente.

Empréstimos

As provisões para perdas com empréstimos caíram 5,7% em relação ao ano anterior, para R$ 2,916 bilhões, considerando as recuperações de empréstimos.

Analistas do Bradesco BBI afirmam que isso faz parte do “DNA agressivo” do Santander Brasil. “Uma leitura boa dos empréstimos não pagos ainda é muito difícil, e, na nossa visão, a despesa para devedores duvidosos aqui está parecendo baixa demais”, escreveram analistas do BTG Pactual em nota aos clientes.

Teleconferência

O vice-presidente financeiro do banco, Angel Santodomingo, disse a analistas em uma teleconferência que considera os níveis de provisão atuais adequados.

“A força do nosso balanço está aí”, disse ele, acrescentando que o banco tem trabalhado para prever quais clientes podem enfrentar problemas no pagamento de dívidas para oferecer novos prazos de pagamento ou empréstimos mais baratos.

O banco está mais exposto a empréstimos ao consumidor do que seus pares do setor privado, mas provisionou menos que seus rivais.

A carteira de crédito cresceu 3,8%, impulsionada por linhas de crédito a pequenas empresas, parcialmente garantidas pelo governo, e por hipotecas e financiamento de veículos, mostrando que o banco está de volta ao crédito a todo vapor.

Veja SANB4 na Bolsa:

Banrisul (BRSR6): Planner recomenda compra e reajusta preço-alvo a R$ 20

A Planner manteve recomendação de compra para o banco estatal do Rio Grande do Sul, o Banrisul (BRSR6), com preço-alvo em R$ 20, ante os R$ 21 fixados anteriormente.

Segundo a gestora, a estratégia comercial do banco privilegia a proximidade com o cliente e segue com foco nas operações com maior liquidez notadamente nas linhas de crédito consignado, imobiliário e crédito com garantia real.

“Destaque para o banco digital e a ênfase para a carteira PJ voltada para o segmento de Pequenas e Médias Empresas (PME) e os negócios na cadeia agro do Rio Grande do Sul”, informou.

E acrescentou: “revisamos algumas premissas dentro das perspectivas e ações que estão sendo tomadas, de modo a mitigar adequadamente os principais riscos do banco. Nesse ambiente, ajustamos nossas projeções com redução de rentabilidade e retorno esperado.”

Banrisul (BRSR6) tem queda de 60,8% no lucro no 2TRI20

Resultado

O Banrisul reporta o resultado do terceiro trimestre de 2020 no próximo dia 10 de novembro, após o fechamento do mercado.

A Planner diz estimar lucro líquido de R$ 165 milhões, com ROAE de 8,0%, melhor que o lucro líquido de R$ 120 milhões do segundo trimestre de 2020 (ROAE de 5,9%).

Nesta base de comparação (trimestral), o crescimento de 38% do lucro se explica por menor fluxo de despesas de provisão para perdas de crédito, incremento da margem financeira, queda das receitas de serviços e redução de despesas administrativas.

Em relação ao lucro de R$ 292 milhões do terceiro trimestre de 20191, (ROAE de 15,3%), o lucro do terceiro trimestre de 2020 deve registrar queda de 43%.

Como já publicado, o banco registrou um lucro líquido de R$ 377 milhões (ROAE de 9,4%) no primeiro semestre de 2020, com queda de 40% em relação ao lucro líquido ajustado de R$ 626 milhões do primeiro semestre de 2019, explicado principalmente pelo aumento do custo do crédito, pela redução da margem financeira e das receitas de tarifas, compensadas parcialmente pela queda das despesas administrativas.

Veja BRSR6 na Bolsa:

Ânima (ANIM3) diz que sua oferta por ativos da Laureate no Brasil foi escolhida

A Ânima Educação (ANIM3) anunciou nesta terça-feira (27) que foi notificada pela Laureate que sua oferta vinculante pelos ativos do grupo norte-americano no Brasil foi escolhida como proposta superior de forma definitiva.

Em fato relevante, a companhia disse que apresentou oferta que reflete um “enterprise value (EV)” da Laureate, líquido de contingências, de R$ 4,423 bilhões, implicando múltiplo de 10,7 vezes o EV/Ebitda ajustado estimado para 2020.

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O montante

O montante é composto pelo valor da empresa (equity value) de R$ 3,8 bilhões e pela assunção de dívida líquida de R$ 623 milhões. Ainda estão inclusos R$ 203 milhões por vagas de medicina pendentes de aprovação.

Por fim, caso seja devida a multa contratual pela Laureate à Ser Educacional, a Ânima Educação pagará o valor de R$ 180 milhões. A oferta vinculante foi submetida pela Ânima em 12 de outubro.

Laureate

A Laureate, que controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU, em São Paulo, e o IBMR, no Rio de Janeiro, havia recebido em setembro oferta de R$ 4 bilhões da Ser Educacional pelos ativos.

A Ânima acrescentou que faz parte da proposta a venda concomitante de 100% das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) ao fundo Farallon.

“De fato, Ânima Educação e Farallon já celebraram acordo, que acompanhou a proposta para Laureate, em que a Farallon assumirá a obrigação de comprar todas as participações futuras na FMU, simultaneamente à assinatura de contrato de compra dos ativos da Laureate pela Ânima Educação”, disse a companhia.

Transação

Com relação ao financiamento da transação, a Ânima disse que sua proposta contempla posição de caixa disponível de R$ 793 milhões no segundo trimestre, bem como financiamento por bancos no valor de R$ 3,3 bilhões, com as respectivas cartas de compromisso já firmadas.

Também considera os recursos em dinheiro do contrato firmado com a Farallon para aquisição da FMU.

Veja ANIM3 na Bolsa:

Unidas (LCAM3) reporta lucro líquido de R$ 124 milhões, alta de 44,4%

Depois da crise do covid-19, a Unidas (LCAM3) conseguiu dar a volta por cima e no terceiro trimestre registrou recordes no faturamento e no lucro líquido, sustentado pela expansão de receita em todos os segmentos de atuação da empresa.

O lucro líquido da Unidas no período foi de R$ 124,2 milhões, crescimento de 44,4% na comparação com igual trimestre de 2019, figurando como o maior valor já registrado pela empresa na sua história.

Unidas (LCAM3) reporta lucro líquido de R$ 124 milhões, alta de 44,4%

Ebitda

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente consolidado da empresa no trimestre foi de R$ 368,8 milhões, crescimento de 12,6% na comparação anual, também recorde para o indicador.

A alta veio pelas fortes expansões dos Ebitdas de Seminovos e de Terceirização de Frotas, além da recuperação apresentada em Aluguel de Carros em relação ao trimestre imediatamente anterior. A margem Ebitda subiu para 63,6%, contra 59,8% um ano antes.

Receita

Já a receita da empresa no trimestre foi de R$ 1,756 bilhão, crescimento de 39,6% em 12 meses. No segmento de locação, a receita saltou 6%, para R$ 580 milhões. Já na receita líquida de seminovos, grande destaque, a alta foi de 65,5%, para R$ 1,176 bilhão.

Setores

A empresa registrou uma forte retomada no segmento de Terceirização de Frotas, que apresentou recordes de contratação. No total, foram 8.996 contratações no trimestre, crescimento de 130% na comparação anual. A empresa disse que no quarto trimestre, o cenário favorável deve continuar, “dado o novo recorde de carros em disputa pela Companhia”.

Já no segmento de Aluguel de Carros, a empresa registrou crescimento de 14,3% no número de diárias, para 4.089. A tarifa média diária no trimestre caiu 10,6%, para R$ 61,9.

“Ao final do trimestre, todas as tarifas por canais já estavam maiores ou iguais ao pré-covid”, disse a empresa, explicando que a redução anual da tarifa média no terceiro trimestre reflete a mudança do mix de locação, com maior exposição à locações mensais.

“Com a contínua retomada de locações diárias verificada pela Companhia, sobretudo de pessoas físicas, a tarifa média deverá voltar naturalmente aos patamares pré-covid”.

A empresa registrou ainda a maior taxa de ocupação desde o primeiro trimestre de 2019, de 79,7%, crescimento de 4 pontos porcentuais na comparação anual.

Veja LCAM3 na Bolsa: