ModalMais: Popularidade do Governo Bolsonaro fica em 52,3%

Os analistas do ModalMais/AP Exata divulgaram a Pesquisa Semanal com os internautas para saber qual a opinião o Governo de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi realizada entre 28 de março até essa sexta-feira (01/04).

A inteligência Artificial da AP Exata, que contabiliza os números, recebeu um novo treinamento esta semana, baseado na média das últimas pesquisas eleitorais.

Popularidade do Governo ….

Nesta sexta-feira, o volume de pessoas que avaliam a gestão como Ruim/Péssima é de 52,3%. Até 27,3% consideram o Governo Bom/Ótimo e 20,4% avaliam como Regular.

A popularidade do Governo mantém uma tendência acentuada de recuperação. A semana confirmou a melhoria nos índices de aprovação da gestão e de queda na reprovação. Os dados indicam que, caso se mantenha essa tendência, na próxima semana a soma das pessoas que avaliam o governo como Bom/Ótimo e Regular estará muito próxima do percentual dos que avaliam como Ruim/Péssimo.

O fator Moro e a migração de votos ….

A possível saída de Sergio Moro da disputa presidencial tem gerado especulações a respeito da migração dos votos do ex-juiz. Os dados mostram que o internauta que menciona Moro, no Twitter, apresenta menos rejeição aos principais candidatos da terceira via, nomeadamente Ciro Gomes e João Doria, do que a Lula e a Bolsonaro. Ao analisarmos o sentimento do eleitor que fala de Moro, observa-se que o Medo maior se refere a Lula (14%), seguido de Bolsonaro (12,4%), Ciro (11,4%) e Doria (9,2%).

Já em termos de Confiança, Doria lidera, com 12,2%, seguido de Ciro, com 10,7%, e Bolsonaro, com 11%. Lula é quem desperta e menor confiança, com 7,9%. A rejeição de Lula e Bolsonaro também é maior no público que fala de Moro, chegando a 62% e 61%, respectivamente. A rejeição de Doria é de 56% e de Ciro 57%. Podemos concluir que, no primeiro turno, o eleitor que escolheu Moro pode se manter na terceira via, caso o ex-juiz realmente não se candidate a presidente. Já em um eventual segundo turno que confirme a polarização, a tendência é que Bolsonaro herde a maior parte desses votos.

Petrobras …..

A troca de comando na Petrobras, que substituiu o General Silva e Luna por Adriano Pires, foi avaliada, por opositores, como ineficaz. A maioria dos internautas veem Pires como continuidade da política seguida até aqui. Governistas defendem que ele tem maior articulação com o Congresso, o que lhe deve conferir vantagem. Perfis de esquerda acusam governo e Petrobras de querer vender os ativos da empresa por preços abaixo do mercado para desvalorizar e privatizar a petrolífera. Liberais dizem que a privatização e abertura do mercado são prioridade para aliviar os preços dos combustíveis.

Demissão no MEC …….

A semana política ficou marcada pela crise no MEC, que culminou com a demissão de Milton Ribeiro. A imagem do presidente foi afetada pelo episódio, mas os dados mostram que Bolsonaro conseguiu se afastar do problema e evitar que o desgaste se mantivesse, recuperando os índices de aprovação. Opositores insistem no caso e esperam que as investigações acabem por implicar o presidente. Eles defendem que o ministro recebia os pastores a mando de Bolsonaro e não acreditam que o PR sabia do esquema de pedido de propinas.

Governistas desvalorizaram o caso, isentando o PR de qualquer envolvimento e referindo que o próprio ministro teria pedido investigações à Controladoria Geral.

Lideranças evangélicas não hesitaram em criticar o ministro e os pastores, ao mesmo tempo que protegem a imagem de Bolsonaro. Eles destacam que o presidente afastou Ribeiro do Ministério para garantir o esclarecimento do caso.

Presidenciáveis…..

As movimentações das candidaturas e fim da janela partidária alteraram o quadro de menções aos presidenciáveis, no Twitter. Na última semana, Bolsonaro e Lula concentravam 87% das menções. Esta semana seguiram liderando, mas, nesta sexta-feira, a soma das citações aos dois foi de 63,5%. Moro e Doria ganharam visibilidade, por conta de suas movimentações político-partidárias.

Bolsonaro, 43,3%; Lula, 35,9%; Sergio Moro, 11,7%; Ciro Gomes, 3,5%; João Doria, 3,9%, Eduardo Leite, 1,3%, Simone Tebet, 0,4%, Felipe D’Avila, 0,0%.

Reajuste de servidores federais…..

Após várias categorias do serviço público anunciarem greves e paralisações, o governo ventilou a hipótese de conceder um reajuste de 5% para todos a partir de julho. As contestações começaram depois que o presidente prometeu reajuste acima da inflação para categorias de segurança pública. Governistas têm atacado as reivindicações de servidores do Tesouro, Receita e Banco Central, acusando-os de chantagear o governo por reajuste e de ter os salários mais altos do Brasil.

Internautas comuns mostraram preocupação com a notícia de que o funcionamento do PIX pode ser afetado pela greve de servidores do BC. Analistas dizem que a insatisfação salarial e o ano eleitoral poderão criar uma onda de paralisações em 2022.

Inflação…..

Embora internautas comuns sigam reclamando dos preços de combustíveis e alimentos, a conversa sobre a inflação perdeu força esta semana. A esquerda tem mostrado incapacidade para articular o discurso em torno do empobrecimento da população. Ela tem concentrado as forças nas acusações de corrupção no governo, algo que vem sendo rebatido de forma eficiente pela militância bolsonarista.

PSDB…..

As movimentações de Doria dentro do PSDB precipitaram uma declaração do presidente do partido, Bruno Araújo, selando o compromisso dos tucanos com a candidatura presidencial de Doria. A tática deu visibilidade a Doria, que concentrou as atenções da mídia e ampliou a presença nas redes. E reforçou a ideia de que qualquer movimento da ala que apoia Eduardo Leite será visto como traição. De uma forma geral, os internautas não acreditam na candidatura tucana e muitos ironizam o desempenho dos membros do partido nas pesquisas presidenciais.

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Polaridade de sentimentos:

Destacamos que o presidente conta com apenas dois dias de menções mais positivas que negativas em 2022: o 1º de janeiro e o seu aniversário.

Sentimentos 5 dias:

As menções negativas chegaram a 66% após anúncio da saída do ministro da Educação e do presidente da Petrobras. A imagem do presidente recuperou para valores habituais que, ainda assim, não chegam a 40% de menções positivas.

Crise entre poderes……

As tensões institucionais entre os três poderes ganharam destaque esta semana. O caso do deputado Daniel Silveira, que se refugiou na Câmara dos Deputados para não cumprir determinação judicial de Alexandre de Moraes, criou ambiente de pré-crise entre STF e Congresso. O incidente foi alimentado por perfis governistas, que exigiram intervenção de Pacheco e Lira, para impedir o cumprimento de uma ordem que eles consideraram ilegal.

Opositores aplaudiram o ministro do STF e esperam cassação do mandato do deputado por ameaças contra a Corte. Analistas também veem o ambiente entre Planalto e TSE se deteriorando.

O presidente voltou a colocar em causa a segurança das urnas eletrônicas e do processo eleitoral. A militância que o defende nas redes conseguiu pautar novamente o tema. Além disso, a exaltação que o PR e o governo fizeram do golpe militar de 1964 foi considerada como provocação aos restantes poderes. Opositores acusam Bolsonaro de flertar com a ideia de instaurar uma ditadura no Brasil. Governistas desvalorizam as acusações, mas também glorificam o período em que o Brasil viveu sob um regime militar.

Emoções 5 dias:

Medo e tristeza seguem como sentimentos prevalentes em posts que mencionam o presidente, registrando valores próximos de 20%. Confiança oscila entre 14% e 15%.

Metodologia

A AP Exata trabalha com uma tecnologia de análise de sentimentos, baseada em redes neurais artificiais, e no conceito de emoções da psicologia evolutiva.

No caso da pesquisa de popularidade do Governo, também é medida por A.I., mas com base na média das principais pesquisas brasileiras. As análises contemplam informações geolocalizadas, em 145 cidades de todos os estados brasileiros.

O trabalho AP Exata utiliza dados abertos, de perfis públicos. Dados de usuários não são armazenados em nossa base, conforme orienta a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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