O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) pediu nesta sexta-feira (23) registro para uma oferta inicial de ações (IPO), reforçando uma revoada de empresas brasileiras rumo à bolsa de valores em busca de recursos para financiar projetos de expansão.

A companhia, que se apresenta como líder mundial em melhoramento genético e biotecnologia para cultura da cana-de-açúcar, contratou Morgan Stanely, JPMorgan e BTG Pactual para liderar a transação.

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IPO: venderem participação

Segundo a Reuters, além de buscar dinheiro para o CTC investir em projetos de sementes sintéticas, em seleção genômica e em novos negócios, incluindo bioinformática, a operação servirá também para alguns acionistas venderem participação na empresa, mas os nomes não foram revelados.

Entre os principais sócios do CTC estão Copersucar, Raízen, São Martinho e BNDESPar, braço de participações do BNDES.

Sucroenergético

Há cerca de 50 anos no mercado sucroenergético, a CTC atua em biotecnologia para o setor desde meados dos anos 1990. A CTC afirma que seus mais de 800 clientes produzem mais de 90% da cana-de-açúcar processada do Brasil.

Segundo o prospecto preliminar da oferta, a CTC teve receita líquida de 152,7 milhões de reais nos primeiros nove meses de 2020, alta de 32,6% ante mesma etapa do ano passado. Nos mesmos períodos de comparação, o lucro deu um salto de 128%, para 50,05 milhões de reais.

Ministério do Meio Ambiente

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o setor sucroenergético é um exemplo para o mundo “de produção circuito fechado, em que tudo que se produz é utilizado”. As declarações foram dadas durante a inauguração de uma usina de biogás da Raízen em Guariba (SP).

Ele também lembrou das vantagens ambientais dos carros flex, que também usam biocombustíveis, em comparação com os veículos elétricos. “Quando vemos propagandas de carros elétricos, principalmente na Europa, não dizem que, quando tudo considerado, inclusive as baterias e origem da energia, nosso carro flex brasileiro é muito mais sustentável”, disse.

Salles também disse que o uso do etanol como combustível favorece a qualidade do ar brasileiro. “A qualidade do ar nas cidades brasileiras e nos grandes centros urbanos do Brasil é muito melhor do que em vários outros países graças ao etanol”, afirmou. “Os veículos a etanol não permitiram que tivéssemos problema do ar como em outros países.” A esperança, agora, é que o biogás produzido a partir da vinhaça substitua o diesel em veículos de transporte coletivo, segundo ele.

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