O clube de assinatura e comércio eletrônico de vinhos Wine pediu registro para oferta inicial de ações (IPO).

Segundo a Reuters, esse movimento ilustra como o recente boom do mercado de capitais no Brasil está provido empresas de setores cada vez mais diversos.

Criada há 12 anos, a Wine tem como sócios a Orbeat, fundo da família Sirotsky, dona do grupo de mídia RBS, e a Península, fundo de participações da família do administrador Abilio Diniz.

Ambos os veículos serão vendedores na oferta secundária de ações da Vinho, cujo nome oficial é W2W E-Commerce de Vinhos.

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IPO: coordenação

Uma operação, que será coordenada por Itaú BBA, Bank of America, BTG Pactual, XP e Banco ABC Brasil, também envolve a venda de ações novas, recursos comuns a Wine planeja usar para investir em marketing, tecnologia, logística, além de expandir lojas física e comprar outras empresas.

No primeiro semestre, um vinho teve receita líquida de R$ 146,3 milhões, aumento de 26,4% sobre um ano antes.

A margem Ebitda ajustada passou de menos 4,5% para 8,5% no período. Segundo a Wine, as compras feitas por sócios representam 78,6% da receita.

Nível de consumo

A companhia aposta que o consumo de vinhos no Brasil, hoje de dois litros por pessoa por ano, suba para níveis mais próximos dos países europeus, de até 50 litros por ano.

O movimento mostra como empresas de novos setores da economia estão rapidamente buscando listagem na bolsa de valores como forma de captar recursos para expansão dos negócios, na esteira do juro básico na recuperação mínima de 2% ao ano no país.

Dentre as empresas que aguardam aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para vender ações pela primeira vez no mercado, estão redes de produtos para pets, bureau de informações de crédito, fabricante de equipamentos para geração de energia renovável, produtora de biocombustíveis e até um brechó online.

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