Safra de Resultados: resumo traz PETR4

Lucro líquido da PETR4 foi de R$ 44,6 bilhões no primeiro trimestre

A safra de resultados financeiros de empresas brasileiras está movimentando o mercado local. Aqui estão os resumos de Petrobras (PETR4), Bradesco (BBDC4), Carrefour (CRFB4), entre outros, que foram apresentados nesta quinta-feira (05/05).

Petrobras (PETR4):

A receita líquida no período totalizou R$ 141,6 bilhões, crescimento de 5,6% T/T e 64,4% A/A. A empresa justifica o crescimento pela alta de 27% do Brent, ao maior volume de vendas de petróleo no mercado em razão da venda da Refinaria de Mataripe (RLAM) e ao maior volume de exportação de petróleo.

A alta de 64% A/A e 25,2% T/T do Ebitda ajustado recorrente, que no período somou R$ 78 bilhões é justificada pelo Brent em patamar elevado, maiores exportações, melhores margens de diesel e menores importações de GNL.

O lucro líquido foi de R$ 44,6 bilhões no primeiro trimestre, uma alta de 3.718%, ante os R$ 1,1 bilhão do 1T21, e alta de 41,4% em comparação ao 4T21.  Até o dia 5 de maio, já houve entrada de caixa relacionadas a política de desinvestimento e otimização do portfólio de ativos de US$ 1,8 bilhão. A dívida líquida/Ebitda ajustado caiu significativamente, atingindo o patamar confortável de 0,81x (-60,1% A/A e -25,7% T/T). Já o medidor de eficiência ROCE ou Retorno sobre capital empregado, atingiu 9,9%, o que representou uma alta de 2,1p.p. T/T e 7,1p.p. A/A.

Por fim, os dividendos anunciados a serem pagos em junho e julho totalizam um montante de R$ 3,715 por ação (DY de 12,3% com cotação de fechamento de 5/5), algo em torno de R$48 bilhões.

Bradesco (BBDC4):

O Bradesco (BBDC4) publicou os seus números referentes ao 1T22 com crescimento modesto de bottom-line (lucro líquido) alcançando R$7 bilhões e R$6,9 bilhões de forma recorrente (+3,1% t.t. e +4,7% a.a.), impulsionado por aumento de 5,8% a.a. no número de clientes, alcançando a marca de 74,8 milhões, e também da Margem com clientes chegando a R$15,8 bilhões no período (+19,6% a.a. e acima do guidance de até 12% dados para o 2022) crescimento de 7% t.t. e 19,6% a.a. na margem financeira com clientes,  expansão de 4,4% das despesas operacionais abaixo da inflação do período (vs. IPCA de 11,3% e IGP-M de 14,8%) e (iv) aumento de 9,2% a.a. no volume de prêmios retidos a partir da Bradesco Seguro, resultando em R$1,6 bilhão de lucro líquido recorrente de seguros no período.

A depreciação dos índices de inadimplências subiu. O aumento expressivo foi de 0,7 p.p. (resultando em 3,2%) para os mais de 90 dias, e +0,7 p.p. (4% para créditos de mais de 60 dias), queda anual de 114,4 p.p. e trimestral de 25,5 p.p. no índice de cobertura para inadimplência de mais de 90 dias, fechando em 235,4% custos com PDD subiram 42,9% a.a., alcançando R$7,1 bilhões e (iv) queda anual 0,7 p.p. no retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE).

Carrefour (CRFB3):

O Carrefour apresentou receita de R$ 18,846 bilhões no 1T22 (+15% A/A), favorecido pelo crescimento de 19% do Atacadão. A operação de varejo tradicional, apresentou crescimento de apenas 5%, mesmo com a forte elevação da inflação de alimentos, que costuma aumentar a receita dos supermercados. O forte crescimento do Atacadão foi positivamente impactado pela abertura de novas lojas. No conceito “mesmas lojas”, as vendas cresceram 13% no Atacadão e 6% no Carrefour (parte da explicação para o desempenho pior do Carrefour foi a queda nas vendas de combustível).

O Ebitda do Carrefour foi de R$ 1.247 milhões (+13% A/A) e a margem ficou estável em 6,6%. Também neste, os números foram favorecidos pelos bons resultados do Atacadão.

O lucro ficou estável em R$ 400 milhões, negativamente afetado por maiores despesas financeiras e depreciação.

Lojas Renner ON (LREN3):

A receita liquida do varejo apresentou forte crescimento em comparação não somente com o 1T21, período no qual houve maiores restrições de operação pela pandemia, com o fechamento temporário de lojas, como também ante o 1T19, de 35,1%, com fluxo de transações acima de 2019. As vendas dos canais digitais seguiram com ritmo de crescimento consistente, reflexo da maior disponibilização de canais de venda ante o 1T21, da ampliação de sortimento, assim como de avanços relevantes no nível de serviço, principalmente no tempo de entrega.

O Ebitda ajustado de varejo totalizando R$ 298 milhões, alta de 887% A/A, e quase em linha com 2019, período pré pandêmico. A margem Ebitda ajustado atingiu 13,4%, abaixo dos 19,3% do período logo antes da crise da Covid. O Ebitda ajustado total da empresa foi de R$ 383 milhões, com margem de 17,2%, ganho de 14,9 p.p., mas ainda abaixo de 2019, quando o montante foi de R$ 415,7 milhões e margem de 25,2%.

Houve reversão de prejuízo para lucro líquido no período, totalizando R$ 191 milhões, justificado pela função da melhor geração operacional dos segmentos da Renner, quanto da menor alíquota efetiva de IR&CS, beneficiada pelo maior valor deliberado de juros sobre o capital próprio. Ainda, vale ressaltar que o Lucro Líquido do 1T22 já foi superior aos patamares pré-pandemia.

Arezzo (ARZZ3):

A receita bruta totalizou R$ 1 bilhão, uma alta de 63,9% A/A e crescimento de 125,6% em relação ao período pré pandêmico. As vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) aumentaram 58,4%, alta de 60,9 p.p. A/A. Já a receita líquida somou R$ 839,5 milhões, alta de 67,9% na comparação com igual etapa de 2021 e 122,6% em relação a 2019.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 68,1 milhões no primeiro trimestre de 2022, alta de 27% sobre o mesmo trimestre de 2021. O Ebitda somou R$ 193,9 milhões, mais que dobrando em um ano, com sua margem atingindo 23,1%, um aumento de 2,9p.p. A/A e na comparação com o período de antes da Covid, subiu 1,4p.p.

O lucro líquido cresceu 94,4%, com um montante de R$ 97,3 milhões, e 148,7% contra o ano de 2019, justificado pela empresa pela performance operacional no período, e negativamente pela variação cambial e pelo aumento das despesas financeiras principalmente influenciado por maiores despesas com taxas de cartões de crédito, que cresceram na mesma proporção do aumento de vendas. O caixa líquido da companhia ficou em R$ 426,2 milhões no final de março de 2022, contra dívida líquida do mesmo período de 2021.

*Com apoio de casas de análises

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