A Petrobras (PETR4) espera receber nesta quinta-feira (27) ofertas vinculantes para a refinaria Presidente Getúlio Vargas, conhecida como Repar.

Segundo a Reuters, as companhias que pretendem adquirir o braço da estatal são a Raízen e a Ultrapar Participações.

A Raízen, joint venture entre a Shell com o conglomerado de energia e logística Cosan, se aliou a um fundo estrangeiro, enquanto a Ultrapar, dona da Rede Ipiranga, ganhou um acionista de peso recentemente, e ambas são vistas como candidatas de peso pela Repar, acrescentaram fontes familiarizadas com o assunto.

A refinaria, quinta maior do país, é a segunda a ir à venda como parte do plano da Petrobras de privatizar parte do seu parque de produção de combustíveis e acabar com seu quase monopólio no refino.

A Repar, com capacidade para processar 208 mil barris por dia, ou 9% da capacidade do país, atende os estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso.

Esta localização torna a Repar um bom ativo para Ultrapar e Raízen, que têm grandes negócios de distribuição de combustíveis nessas regiões.

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PETR4: private equity

Conforme a Reuters, a Raízen juntou-se à empresa de private equity americana Global Infrastructure Partners (GIP) para disputar as refinarias.

A GIP tem mais de 50 bilhões de dólares em ativos sob gestão.

Já a Ultrapar também ganhou como um acionista relevante: a gestora Patria Investimentos, que tem como sócia a também gestora Blackstone.

A Patria atingiu uma participação de 5% na companhia, segundo comunicado da empresa neste mês e parte do seu acordo de acionistas.

Embora o Patria tenha apenas comprado ações já existentes na Ultrapar, sem injetar dinheiro novo, ambos poderiam fechar um novo acordo para entregar uma proposta conjunta pela Repar.

PETR4: refinarias

A primeira refinaria a ir a mercado, a Rlam, da Bahia, está em negociação exclusiva com o fundo Mubadala, de Abu Dhabi.

A Repar produz principalmente gasolina e diesel, que respondem juntos por até 70% da capacidade da unidade. Também produz asfalto, querosene de aviação e GLP.

A refinaria está sendo vendida junto com cinco terminais de armazenamento, um no Paraná e quatro em Santa Catarina, e 476 km de oleodutos.

Veja PETR4 na Bolsa:

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