Fusões e Aquisições somam R$104,8 bi no1T22

Foram quase 400 operações no primeiro trimestre de 2022

O primeiro trimestre de 2022 não foi só interessante para os resultados financeiros de grandes players, mas também nos negócios compartilhados. Para se ter uma noção exata do que foi o período, as operações de fusões e aquisições somaram 438 operações. Esse número gerou investimentos da ordem de R$104,8 bilhões no primeiro trimestre de 2022, o volume de fusões e aquisições de empresas (M&A) saltaram 20,7% em volume, mas caíram 32,3% no valor em relação ao mesmo período do ano passado.

O ano começa mais aquecido em termos de volume e dá continuidade no movimento recorde de 2021 com mais de 1.900 transações no valor de R$ 732,8 bilhões, crescimento de 65,2% das operações e de 110,6% dos investimentos em relação à 2020.

Com taxa de juros ainda baixas na maior parte do ano passado, e uma onda de IPOs, onde 46 empresas realizaram R$ 65,6 bilhões em ofertas iniciais de ações, resultaram em grande liquidez no mercado e capital “barato” para aquisições.

Mesmo assim, 2022 será mais cauteloso para investidores e compradores em busca de oportunidades de consolidação. O mercado ainda tem bastante liquidez, porém será mais desafiador devido ao aumento da taxa de juros, que atingiu 11,75%, patamar que se via desde abril de 2017, e devido a eleição presidencial, que gera incertezas. Além disso, nenhum IPO foi realizado no primeiro trimestre de 2022.

“Esperamos um ano mais cauteloso, mas os setores de finanças, saúde e tecnologia devem se destacar novamente”, disse segundo Felipe Argemi, sócio-fundador da boutique de fusões e aquisições Santis.

A boutique assessorou a SulAmérica com a compra da Sompo Saúde por R$ 230 milhões, em dezembro de 2021. “O Plano de Saúde é um dos itens mais desejados pelos brasileiros, mas ainda é considerado caro e a maior parte dos beneficiários são suportados por planos corporativos. Outro ponto importante é que cerca de 82,8% da receita dos hospitais advém de Planos de Saúde”, acrescenta.

O setor da saúde, por exemplo, viu grandes movimentos recentemente, como a fusão de Hapvida (HAPV3) e GNDI e a associação de SulAmérica (SULA3) e Rede D’Or (RDOR3). Esses movimentos agitaram o mercado e certamente trarão mais consolidação. Os maiores players verticalizados, que oferecem Planos de Saúde e possuem hospitais, clínicas, centros de diagnóstico e pronto atendimento, buscam oportunidades de sinergias, além de fortalecer suas carteiras de beneficiários. Em termos de novas geografias, deveremos ver mais transações no Sul e Nordeste do Brasil”, comenta Argemi.

Para o setor de tecnologia, existe bastante investidor estrangeiro buscando oportunidades de investimento no Brasil, território onde existe muita inovação e potencial: “os Estados Unidos é o país com maior número de startups, superando 70 mil; a Índia vem em segundo lugar com quase 13 mil startups; já o Brasil está na 10º posição, com pouco mais de mil startups catalogadas pelo site StartupRanking”, comenta Argemi.

Devido a forte depreciação da moeda durante a pandemia, os investidores estrangeiros perceberam que a mão de obra brasileira se tornou atrativa em relação ao custo de uma equipe ou empresa nos Estados Unidos e Europa, apesar da recente valorização do Real. Além disso, temos um número crescente de unicórnios no país, reafirmando as possibilidades de investimento e o tamanho da oportunidade do mercado local”, acrescenta. “Nessa década o setor de tecnologia será destaque no Brasil e no Mundo”, finaliza Argemi.

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