ANÁLISE: ISM dos EUA

O índice ISM de serviços registrou 57,1, abaixo das expectativas de mercado (58,5) e da divulgação anterior (58,3). Apesar de representar uma expansão, a composição do índice é negativa.

Pelo lado da produção, viu-se forte crescimento nos 14 setores respondentes da pesquisa (business activity: 59,1 vs. 55.5 anterior). 37% (vs. 30,4% anterior) das firmas afirmaram que a atividade foi maior, em relação ao mês passado, contra apenas 6,5% (vs. 14,7%) dizendo que a atividade foi menor. Por outro lado, novas encomendas desaceleraram no período (de 60,1 para 54,6), ao mesmo tempo que o tempo de entrega de fornecedores segue se deteriorando (65,2 vs. 63.4).

Em termos de mercado de trabalho, as respostas da pesquisa sugerem que a oferta limitada de mão de obra (e não o enfraquecimento da demanda de mão de obra) pesou na contratação. Apesar da abertura de vagas de emprego, as firmas têm dificuldades de encontrar talentos para preenchê-las na maioria dos setores. O índice de mercado de trabalho volta a registrar retração (49,5) após a divulgação de 54,0 de março. A média móvel de 3 meses está agora em 50,7.

Já o índice de preços continua apresentação aceleração desde janeiro, ficando em 84,6 em março (vs. 83,8 anterior). Os 18 setores da pesquisa informaram aumento de preços, com 75,4% (vs. 72,9%) das firmas dizendo que os preços estão maiores e apenas 0,2% (vs. 0,6%) dizendo que estão menores.

De forma geral, as evidências anedóticas nas respostas mostram grandes gargalos na cadeia de fornecimento e forte pressão de custos. O setor de construção especificamente relata o disparo das taxas de hipoteca, que, mesmo estando relativamente baixas do ponto de vista histórico, combinadas com os preços historicamente altos das residências, moderarão a demanda por novas residências em algum momento nos próximos 12 meses. Sobre o mercado de trabalho, setores mais demandantes de profissionais qualificados (como o de Administração Pública e Serviços profissionais, científicos e técnicos) se queixam da falta de oferta e “hiper competitividade” entre as firmas.

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