Ações europeias fecham junho no negativo

FTSE MIB, bolsa de Milão, ficou em queda de 2,47% aos 21.293 pontos

Os mercados de ações da Europa fecharam as negociações neste último dia de junho no vermelho. Os números do mês e do trimestre decepcionaram, com a cautela de uma recessão global.

Índices da Europa

O índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 1,50% aos 407.20 pontos. O FTSE100, bolsa de Londres, ficou em queda de 1,96% aos 7.169 pontos. O FTSE MIB, bolsa de Milão, ficou em queda de 2,47% aos 21.293 pontos. O Ibex 35, bolsa de Madri, ficou em queda de 1,09% aos 8.098 pontos. O PSI-20, bolsa de Lisboa, ficou em queda de 1,42% aos 6.044 pontos. O CAC-40, bolsa de Paris, caiu 1,80% aos 5.922 pontos. O DAX-30, bolsa de Frankfurt, ficou em queda de 1,69% aos 12.783 pontos.

No fechamento do mês de junho, os mercados da Europa estavam em alerta. O motivo foi uma solicitação do Banco Central Europeu – BCE para que os bancos calculem os riscos em um processo de recessão.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, desenhou um cenário preocupante sobre a economia do Euro, com os altos índices de inflação e, principalmente, com a crise instalada pela guerra na Ucrânia. O setor mais impactado e preocupante diz respeito aos custos energéticos com as sanções impostas para a Rússia. Por outro lado, as restrições no fornecimento dos combustíveis para os países apoiadores da Ucrânia estão sendo mantidas por Moscou.

Sobre os indicadores, os preços de importação para a Alemanha subiram 30,6%  em maio de 2022 no comparativo com o mesmo mês do ano passado. A taxa de variação anual foi de alta em 31,7% em abril de 2022, segundo o Destatis.

Em maio de 2022, as importações de energia ficaram 143,8% mais caras do que em maio de 2021. O gás natural teve um acréscimo de 235,6%, seguido do petróleo bruto com um acréscimo de 80,2%.

No Reino Unido, o PIB deve ter subido 0,8% (não revisado) no primeiro trimestre. O nível do PIB real permanece 0,7% acima da pré-pandemia, ou seja, no quarto trimestre de 2019.

Por fim, a inflação na Franca, que é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – CPI, deve subir 5,8% em junho de 2022, depois da alta de 5,2% no mês anterior, de acordo com a estimativa provisória feita no final do mês.

Este aumento da inflação deverá resultar da aceleração dos preços dos produtos energéticos e alimentares. Ao longo de um mês, os preços ao consumidor devem subir 0,7%, assim como em maio. Preços de energia devem acelerar fortemente atrelados aos de derivados de petróleo.

Gostou deste conteúdo e quer saber mais? É só clicar aqui 

Veja também no nosso blog

você pode gostar também

Comentários estão fechados.