Ações da Europa recuam com CPI da Alemanha e Espanha

DAX-30, bolsa de Frankfurt, ficou em queda de 1,73% aos 13.003 pontos

Depois de uma sequência de altas, as bolsas de ações da Europa recuaram nesta quarta-feira. O foco permanece nos indicadores de inflação, bem como nas ações dos bancos centrais. Duas das mais importantes economias europeias, Alemanha e Espanha, acompanharam os índices de inflação assustando nas prévias de junho.

O índice Stoxx Europe 600 ficou em queda de 0,67% aos 413.42 pontos. O FTSE100, bolsa de Londres, ficou em queda de 0,15% aos 7.312 pontos. O FTSE MIB, bolsa de Milão, ficou em queda de 1,21% aos 21.833 pontos. O Ibex 35, bolsa de Madri, ficou em queda de 1,56% aos 8.188 pontos. O PSI-20, bolsa de Lisboa, ficou em queda de 0,66% aos 6.131 pontos. O CAC-40, bolsa de Paris, caiu 0,90% aos 6.031 pontos. O DAX-30, bolsa de Frankfurt, ficou em queda de 1,73% aos 13.003 pontos.

Hoje, mais uma vez a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, voltou a falar de inflação. A executiva disse que o BCE mantém os esforços para trazer o indicador para o centro da meta de 2%. A proposta é de deixar a inflação como antes do período de pandemia. “O crescimento salarial acima de 4% em 2022 e 2023 e em 3,7% em 2024 – quase o dobro da média histórica antes da pandemia – nos levaram a projetar o núcleo da inflação em 2,3% em 202. E, na Zona do Euro, o núcleo tende a ser um indicador de inflação plena no médio prazo”, destacou Lagarde.

O BCE tem reunião agendada para o dia 21 de julho, quando os sinais são de uma alta na taxa de juros de 0,25 p.p. Se isso ocorrer será a primeira alta em mais de uma década, já que a Zona do Euro lidou por alguns anos com a deflação.

Alemanha e Espanha

Entre os indicadores apresentados, o destaque ficou com os dados provisórios da inflação da Alemanha. O Destatis mostrou que o índice de preços ao consumidor, em junho, subiu 7,6%, no que seria o mesmo patamar de junho de 2021 e alta de 0,1% sobre o mês anterior. O índice harmonizado de preços ao consumidor, também na prévia, estava em alta de 8,2% no mesmo mês do ano anterior e queda de 0,1% em maio.

Como a Alemanha, a Espanha também viu a inflação disparando em junho.  A inflação anual estimada do IPC é de 10,2%. Os números são do Instituto Nacional de Estatísticas.

Nesta prévia, se confirmada, representa a alta de 1,5 ponto na taxa anual, já que em maio essa variação foi de 8,7%, e estaria em seu nível mais alto desde abril de 1985. “Esta evolução deve-se principalmente ao aumento dos preços dos combustíveis, superior este mês ao de junho de 2021, e dos alimentos e bebidas não alcoólicas, face à estabilidade registada no ano passado”, escreveram os técnicos.

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