O IRB Brasil Ressegurador (IRBR3) registrou prejuízo líquido de R$ 685 milhões no segundo trimestre de 2020, ante lucro de R$ 397,5 milhões em igual período do ano passado.

Segundo a Reuters, a companhia já havia sido levada a republicar balanços anteriores, “corrigindo distorções decorrentes da modificação intencional e sistêmica de dados operacionais”.

Com isso, seu lucro em 2019 passou a R$ 553,4 milhões, e o de 2018 a R$ 117,2 milhões.

Agora, com o prejuízo no segundo trimestre, a insuficiência de liquidez apontada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em maio subiu de R$ 2,1 bilhões em março para R$ 3,4 bilhões em junho.

IRBR3: capitalização

Conforme a Reuters, para preencher a lacuna regulatória, o IRB está concluindo um processo de capitalização que, segundo a companhia, levantou R$ 2,2 bilhões até 24 de agosto tendo sido subscritas 97,47% das ações ofertadas.

A companhia também abriu processo criminal contra ex-administradores para exigir ressarcimento pelo pagamento não autorizado de bônus a ex-executivos e colaboradores de cerca de R$ 60 milhões.

Em 2020, a ação do IRB acumula desvalorização de 79%.

IRB (IRBR3) reporta prejuízo de R$ 685 mi no segundo trimestre

IRBR3 na Ibovespa

Três papéis registraram as maiores quedas no pregão da B3 na sexta-feira (28). O IRB Brasil (IRBR3), a Marfrig (MRFG3), e a Braskem (BRKM5) foram os destaques negativos do dia.

Naquela dia, o Ibovespa fechou em alta de 1,51%, aos 102.142,93 pontos, com leve ganho de 0,61% na semana e prestes a zerar as perdas do mês (-0,75%) na sessão derradeira de agosto.

A posição acionária do IRB está composta da seguinte maneira: o Itaú Seguros detém 11,14% das ações ON, enquanto o Bradesco Seguros 15,23%. Já o fundo Blackrock, outros 5,11%.

Veja IRBR3 na Bolsa:

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