Skade Capital: “seguimos a mesma estratégia vencedora há 10, 11 anos”

Gestora teve ganhos de 600% contra 54% do Ibovespa desde o começo do clube de investimentos

Construir uma estratégia vencedora na bolsa e mantê-la por mais de uma década é o que muito gestor de fundos sonha. A gestora Skade, por sua vez, nasceu em um processo contrário: o fundo é que surgiu como consequência de uma estratégia vencedora, que aplicada por 11 anos, rendeu mais de 10 vezes o resultado do benchmark, o Ibovespa.

“Eu assumi essa parte, da gestão das ações, em um clube de investimentos, que começou a ir bem, foi subindo, nos últimos 10 anos, conseguimos subir 600% contra 54% do Ibovespa. Foi um belo ganho! E aí surgiu a ideia do fundo junto com o Credit Suisse”, lembra Alexandre Steinberg, co-fundador da Skade pós-graduado em administração e com larga experiência em gestão de portfólios de ações. “A Skade nasceu praticamente de parto natural”, completa.

“Seguimos a mesma estratégia, que vem dando certo, há 10, 11 anos”, destaca Eduardo Cortez, também fundador da Skade. Ele possui experiência tanto como analista sell-side, quanto como analista buy-side. Após fazer parte da gestão do fundo Fator Sinergia, cuja especialidade consistia em ações ilíquidas/small-caps, passou um período na Inglaterra até se juntar à gestão do Skade.

Ao longo desses 10 anos, entre períodos como clube de investimento e fundo, a estratégia tem se mostrado bastante vitoriosa, razão que motivou os gestores a capitanearem não somente clientes do private Credit Suisse, mas também do varejo, em parceria com o Modalmais. “A Skade é consequência dessa estratégia de sucesso. Sem ela, não existiríamos”, lembra Eduardo. A continuidade do clube para o fundo é tão grande que a Anbima permite a utilização do histórico do clube no fundo – pode-se dizer que a estratégia é o fundo e vice-versa.

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Tese de investimentos da Skade Capital

O principal fundo da gestora é o Skade FIC Ações, um fundo Long Only que utiliza a estratégia de estar apenas comprado em ações, nunca vendido. Além disso, na maior parte do tempo, operam 100% investidos, sem nenhuma parcela de caixa. Conforme entendimento dos gestores, um fundo de ações destina-se a comprar ações: com isso, disponibilizam menos recursos para caixa.

E dentro do fundo, a tese de investimentos é buscar grandes distorções de preço, como empresas que valem menos do que o caixa, ou que estão com os preções tão deprimidos que a companhia vale menos do que o que ela comprou. Com o tempo, as distorções se equilibram. “A gente deixa o tempo trabalhar”, afirma Cortez.

Outro ponto relevante da estratégia do fundo é a concentração, com cerca de 12 a 18 ações. Segundo os gestores da Skade, “menos é mais”, portanto, preferem operar menos ativos, mas com elevada convicção e conhecimento de cada um deles. Cortez e Steinberg afirmam sentirem-se mais seguros monitorando menos ativos e mantendo posições por mais tempo – o fundo segurou ações por três anos -, com menor rotatividade. Ao final, isso se torna uma economia de custos de operação para os cotistas.

Além da elevada concentração de ativos em carteira, nota-se também, como estilo de gestão, que é a busca por empresas cujo valor de mercado possa ser explicado de maneira objetiva em seus balanços. Steinberg destaca que esse é o caso da construtora Helbor, que possui em seu balanço estoques – que valem mais que a empresa – sem custos a incorrer, o que garante maior segurança da gestora ao investir.

A gestora também opta por cases de empresas mais líquidas, isto é, com mais recursos em caixa. No enfrentamento dos efeitos da pandemia na economia optaram, por exemplo, por empresas menos comprometidas/endividadas, fosse por gargalos do lado da oferta, fosse por reduções no lado da demanda.

Os gestores também deixaram claro que o cenário macro é complicado para 2022, ano com eleições bastante polarizadas no Brasil, um cenário de pandemia ainda resistente, além do FED sinalizando alta de juros e a situação fiscal complicada. Mesmo no cenário complicado, Alexandre e Eduardo reforçaram a visão sobre buscar empresas resilientes que possuam menor dependência do cenário político-econômico.

Você pode ouvir o bate-papo inteiro no Cara a Cara com o Gestor, programa que vai ao ar toda a quarta-feira às 17h30 no canal do Modalmais no Youtube. Confira:

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