Viver da renda de aluguéis é uma das formas muito praticadas de investimento no Brasil, além do sonho de ter a casa própria. Apesar de parecer uma ideia atrativa, o investimento em imóveis pode ter os mais variados problemas, afinal, o mercado tem altos e baixos e o que antes era uma renda promissora, pode virar uma dor de cabeça tremenda ao investidor. Entenda quando investimentos em Fundos Imobiliários podem ser úteis: “Um imóvel pode até trazer uma renda garantida de volta, porém, são bens de liquidez muito baixa. Dessa forma, se o mercado quebrar, ou você mesmo estiver precisando de renda, será mais difícil de obter todo dinheiro aportado”, afirma Fabrizio Gueratto, Financista do Canal 1Bilhão Educação Financeira.

Pensando nisso, a melhor opção para os que gostam de apostar no mercado imobiliário são os FIIs ou Fundos de Investimento Imobiliário. “Assim como os demais fundos, existe um gestor e o dinheiro dos demais investidores no mesmo local. Os fundos funcionam como um condomínio. Ao comprar uma cota você tem participação em uma fração dos lucros. Como todos eles são relativos ao setor da construção, eles estão cada vez mais em alta. É bom lembrar que os fundos são de renda variável. Parece óbvio, mas a renda variável não varia só para cima, logo é um investimento mais arriscado do que a tradicional renda fixa, porém pode apresentar ótimos resultados, maiores que a renda fixa, que com a queda da Selic está cada vez mais perdendo a atratividade”, explica Fabrizio Gueratto.

“São dois fatores que fazem um fundo valorizar. O primeiro é a valorização das cotas em si, que ocorre quando há valorização nos ativos do fundo, e geralmente acompanham as flutuações do mercado imobiliário. O segundo fator que indica as valorizações é o ‘dividend yield’ ou rendimento de dividendos, que é muito parecido com o rendimento de ações. Basicamente, o cálculo da distribuição de lucros é feito com uma divisão simples entre a remuneração por cada cota e preço pago por cada fração do fundo (lucro por cota/preço cota). Vamos supor que você compre cotas de um fundo imobiliário a R$ 100,00 cada. Agora imagine que no mês seguinte o fundo pague R$ 5,00 por cota. Nesse caso o ‘dividend yield’ é de 5/100, ou 0,05. O que significa um retorno mensal de 5% do valor investido. É claro que esse é um exemplo. Podemos encontrar bons fundos que rendem de 0,5% até 0,9% de ‘dividend yield’ ao mês, lembrando que o risco é proporcional ao retorno, então, aqueles que tem o perfil conservador devem prestar atenção”.

Além da distribuição de rendimentos, outro indicador importante para fundos imobiliários é a relação entre o preço da cota e o valor patrimonial do fundo, ou o P/VPA. O valor patrimonial por ação (VPA) equivale a soma total de todo patrimônio do fundo dividida pelo número de cotas no mercado. O preço (P) é o custo de cada cota no mercado secundário. O ideal é que o P/VPA esteja sempre próximo de 1, pois valores abaixo de 1 indicam uma cota muito barata para o valor de mercado do fundo, o que pode significar erros na avaliação do patrimonial do fundo, e números muito acima de 1 indicam uma cota supervalorizada, que pode ter quedas de valor no futuro próximo.

BTG FII Fundo de Fundos (BCFF11)

Tipo de fundo: Fundo de Fundos

Patrimônio Inicial: R$ 1,2 BI

Dividend Yield: 0,56%

Valor da Cota: R$ 96,40

Taxa de gestão: 1,10% a.a. sobre o PL

Taxa de Administração: 0,15% a.a.

Taxa de performance: 20% sobre o que render IGPM +1,5% ou

Rentabilidade no Mês: 0,56%

Rent. 12 meses: 6,70%

Rent. Desde o início: 82,70%

P/VP: 1,03

O FII tem por objetivo a aquisição de cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário, Certificados de Recebíveis mobiliários, Letras Hipotecárias, Letras de Crédito, ações ou cotas de sociedades cujo único propósito se enquadre entre as atividades permitidas aos Fundos de Investimentos Imobiliários, e imóveis comerciais prontos ou em construção.

O Fundo Imobiliário BTG Pactual Fundo de Fundos foi constituído em agosto de 2009 e tem como objetivo principal a aquisição de cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário, bem como Certificados de Recebíveis Imobiliários (“CRI”), Letras Hipotecárias (“LH”) e Letras de Crédito Imobiliário (“LCI”).

O fundo terá por política básica realizar investimentos imobiliários de longo prazo, objetivando auferir rendimentos das cotas de outros fundos de investimento imobiliário que vier a adquirir.

Kinea Rendimentos imobiliários (KNCR11)

Tipo de Fundo: Fundo de Papel

Patrimônio Líquido: R$ 4,1 bi

Dividend Yield: 0,48%

Valor da Cota: R$ 102,74

Taxa de Gestão: N/A

Taxa de Administração: 1,08% a.a.

Taxa de Performance: Não

Rentabilidade no Mês: 0,48%

Rent. 12 meses: 6,39%

Rent. Desde o início: 67,50%

P/VP: 0,98

Investimento em ativos de renda fixa de natureza imobiliária, especialmente em CRI e LCI.

O Fundo Imobiliário Kinea Rendimentos Imobiliários foi constituído em agosto de 2012 tendo por objeto o investimento em empreendimentos imobiliários, preponderantemente, assim entendido como mais de 50% do seu patrimônio líquido, através da aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Adicionalmente, poderá também investir em Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Hipotecárias (LH) e outros ativos financeiros, títulos e valores mobiliários, a critério do Gestor e independentemente de deliberação em assembleia geral de cotistas.

Maxi Renda (MXRF11)

Tipo de Fundo: Fundos de Fundos

Patrimônio Líquido: R$ 760 mi

Dividend Yield: 0,68%

Valor da Cota: R$ R$ 11,29

Taxa de Gestão: N/A

Taxa de Administração: 0,90% a.a.

Taxa de Performance: Não

Rentabilidade no Mês: 0,71%

Rent. 12 meses: 8,59%

Rent. Desde o início: 65,93%

P/VP: 1,12

Fundo misto com o objetivo de auferir ganhos pela aplicação de seus recursos em ativos financeiros com lastro imobiliário, tais como CRI, LCI, LH e cotas de FIIs, e ativos imobiliários, como imóveis comerciais e projetos imobiliários residenciais.

O Fundo Imobiliário Maxi Renda foi constituído em setembro de 2011 e tem como objetivo auferir ganhos pela aplicação de seus recursos em ativos financeiros com lastro imobiliário, tais como CRI, Debênture, LCI, LH e cotas de FIIs, e ativos imobiliários, como imóveis comerciais e projetos imobiliários residenciais.

Sua política de investimentos busca proporcionar aos cotistas a valorização de suas cotas e a obtenção de renda aos seus cotistas através da aplicação dos recursos do fundo em ativos alvo. O fundo é destinado ao público investidor em geral.

Hedge Top FOFII 3 FII (HFOF11)

Tipo de Fundo: Fundos de Fundos

Patrimônio Líquido: R$ 960 mi

Dividend Yield: 0,54%

Valor da Cota: R$ 117,24

Taxa de Gestão: N/A

Taxa de Administração: 0,60% a.a.

Taxa de performance: 20% sobre o que exceder o IFIX-semestral

Rentabilidade no Mês: 0,57%

Rent. 12 meses: 9,57%

Rent. Desde o início: 14,91%

P/VP: 1,04

Fundos do modelo HFOF11 tem o objetivo de obter lucro através da aquisição de cotas de outros FIIs. Logo, o principal objetivo desse investimento é atingir uma grande diversificação de uma maneira relativamente simples.

o Fundo Imobiliário Hedge Top FOFII 3 foi constituído em maio de 2013 e tem por objeto proporcionar a seus cotistas a valorização e a rentabilidade de suas cotas no longo prazo, conforme sua política de investimentos. Tem como rentabilidade alvo superar a variação do Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários – IFIX.

Leia também: “O QUE É FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO – FII?”.

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