E o impacto da decisão do Fed?

Redução do balanço de US$9 trilhões também nas análises

De acordo com o que previa  o mercado, o Federal Reserve elevou em 0,50 pontos porcentuais a taxa de juros dos Estados Unidos para o intervalo entre 0,75% e 1%. Conforme os analistas internacionais, o aumento foi considerado o mais agressivo desde o ano 2.000 e o segundo consecutivo.

O Comitê de Mercado Aberto – Fomc, além de puxar na taxa de juros também anunciou o início da redução de estímulos naquele programa quantitativo, sendo que parte foi implementado para manter o país durante a pandemia de coronavírus. O resultado foi um balanço de US$ 9 trilhões, que o banco central americano vai começar a reduzir a partir de 1º de junho em US$47 bilhões ainda por mais dois meses até setembro.

Para Andrey Nousi, CFA e fundador da Nousi Finance, a ideia é que o passo de venda vá aumentar mensalmente até chegar em  US$ 95bilhões por mês.

De acordo com sua análise, no último ciclo em 2015-2018 as vendas eram na casa de US 50 bilhões por mês, esses US$ 95 bilhões serão atingidos em setembro e a primeira reação no mercado é relativamente tímida. Porém, o índice do dólar vem caindo ligeiramente, 0.2%, a medida que o mercado esperava um comunicado um pouco mais agressivo, dando a entender que o mercado tinha precificado um Fed bem hawkish.

“Embora esse comunicado inicial não tenha sido tão agressivo, o Fed pode sim ser muito mais agressivo. Isso porque o mercado laboral está muito apertado. Ontem saíram os número de vagas abertas e demissões voluntárias, ambos estão em níveis recordes: 1.5MM de vagas abertas (não preenchidas) e 4.5MM de demissões voluntárias, ou seja, o trabalhador americano está em uma situação muito confortável”, explica Nousi.

O executivo ressalta que a discussão agora ficará em torno se a inflação atingiu pico agora em março, portanto a próxima marcação de inflação vai ser amplamente esperada, para saber se a inflação começa a ser reduzida.

“Traders esperam 77% de chance de 2 aumentos em junho (ontem estava em 56%). As ações americanas estão praticamente inalteradas, assim como juros e o dólar e real. Ainda é cedo para ver a reação completa do mercado, mas ao que tudo indica foi um “não-evento”, dado que já estava precificado”, expõe.

Para o economista João Beck, sócio da BRA, o Fed sobe 50 pontos e sinaliza 50 pontos, pelo menos nas próximas duas reuniões. E sinaliza também a redução de balanço começando em primeiro de junho.

“Jerome Powell começa a reunião já falando que ‘a inflação está alta demais, é essencial reduzirmos’. Outra frase de Powell que parece mostra rigor é a ‘necessidade de sermos ágil’. Ou seja, argumentos gerais que sinalizam um rigor maior com a inflação por parte do Banco Central”, analisa o economista.

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