BCB altera regras para cobertura de Crédito pelos bancos

Estimativa é de uma redução de R$3,8 bilhões nas exigências do SFN

O Banco Central (BC) editou, nesta quinta-feira, uma resolução que visa aprimorar e consolidar os procedimentos para o cálculo do capital que as instituições financeiras precisam manter para fazer a cobertura de risco de crédito.

“As exposições ao risco de crédito são responsáveis pela maior parte de riscos assumidos pelas instituições financeiras e, por isso, a parcela do requerimento mínimo de capital para a cobertura do risco de crédito é a principal componente do capital regulamentar que o BC requer que as instituições financeiras mantenham para reduzir o risco de insolvência”, disse o BCB no comunicado.

A medida é mais robusta e, ao mesmo tempo, mais sensível ao risco, uma vez que a resolução aumenta a “granularidade dos ponderadores aplicáveis às exposições.

Exemplo do BCB

Para financiamentos, por exemplo, de imóveis residenciais, em vez do fator de ponderação de risco único existente, os fatores de ponderação de risco passam a variar com base em parâmetros objetivos, permitindo que exposições menos arriscadas passem a ter menor exigência de capital.

Os estudos de impacto realizados pelo BC estimam que as novas regras devem proporcionar uma “redução na exigência de capital agregada para o Sistema Financeiro Nacional – SFN da ordem de R$ 3,8 bilhões.” O impacto individualizado desse aprimoramento varia de acordo com a carteira de crédito de cada instituição financeira.

Comitê de Basileia

O aprimoramento traz alinhamento ainda maior às recomendações internacionais de melhores práticas do Comitê de Basileia para Supervisão Bancária (BCBS, na sigla em inglês) e estão inseridas no arcabouço conhecido como “Basileia III”.

As recomendações do Comitê de Basileia visam a harmonização da regulação prudencial adotada pelos seus membros. “O BC, como membro do BCBS desde 2009, busca assegurar que a convergência da regulação financeira brasileira para as recomendações desse comitê considere as condições estruturais da economia brasileira.”

Se você gostou deste conteúdo e quer continuar por dentro do mundo dos investimentos, não se esqueça de clicar aqui

Entre no nosso grupo de Trade 

você pode gostar também

Comentários estão fechados.