Wall St: S&P amarga queda de 20,6% no semestre

Na sessão o maior peso ficou com o Nasdaq em 11.028 pontos

Os índices de Wall Street encerraram a sessão no vermelho. O pacote de fatores que pesou no resultado pode ser traduzido em apenas uma palavra: recessão. Além disso, os resultados dos três pesos pesados no primeiro semestre de 2022 decepcionaram.

Nesta quinta-feira, ao final, o Dow Jones recuou 0,82% aos 30.775 pontos. O S&P ficou em queda de 0,88% aos 3.785 pontos. O Nasdaq caiu 1,33% aos 11.028 pontos.

No primeiro semestre de 2022, o S&P 500 amargou o pior desempenho no comparativo com o mesmo período de 1970, queda de 20,6%. O último recorde do índice foi de 4.800 no início de janeiro.

As ações no índice de referência foram puxadas pela possibilidade do Federal Reserve ser mais agressivo na conduta da política monetária. O temor é que o corte de liquidez possa desencadear forte desaceleração do crescimento e, ao mesmo tempo, promover uma recessão.

O Nasdaq Composite foi na mesma linha e derreteu 29,5% também no 1S22. Esse foi o pior resultado para o período de sua história e o pior trimestral desde 2008.

Para o Dow Jones Industrial, a queda foi de 15,3% no primeiro semestre e ficou com o pior número desde 1962. À época, a média era de 30 ações e o índice caiu 23,2%.

As justificativas para esses desempenhos foram atribuídas às incertezas quanto a economia global, em especial dos Estados Unidos e da China, com a Europa em evidência pela guerra na Ucrânia e  com a Rússia pressionando o mundo. Esse cenário puxou para cima as commodities, os preços dos alimentos e da energia elétrica.

Para hoje, o desempenho negativo ficou por conta dos dados econômicos. Os gastos com consumo pessoal dos americanos, que monitoram os gastos do consumidor nos Estados Unidos, subiram 0,2% em maio, mas quando ajustados pela inflação caíram 0,4%.

Hoje, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuaram em 2 mil para 231 mil na semana encerrada em 25 de junho, informou o Departamento do Trabalho. Os números chegaram depois do PIB do primeiro trimestre, que mostrou que a contração de 1,6% no trimestre.

Já o rendimento do Tesouro de 10 anos caiu 11,8 pb para 2,973%, caindo abaixo de 3% pela primeira vez em quase um mês. No trimestre, o rendimento de 10 anos caiu 64,9 pontos base, a maior queda de dois trimestres desde 1994.

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