Quem não se arriscar em novos modelos de investimentos ficará sem reserva, diz CEO

No início de agosto, o Copom, do Banco Central, reduziu a taxa Selic para 2% ao ano – com expectativa de reaquecer a economia. Com isso, os investimentos em renda fixa, como a Poupança, CDBs (Certificado de Depósito Bancário) e alguns títulos do Tesouro Direto passaram a render cada vez menos. Isso acontece porque muitos deles acompanham de perto a taxa básica de juros – Selic.

Com 20 anos de experiência no mercado financeiro, Moacy Veiga, CEO da Kinvo, plataforma de gestão de investimentos, diz que quem não se arriscar em novos modelos de investimentos, nos próximos 20 ou 30 anos, ficará sem nenhuma reserva financeira significativa.

“Os 100 reais de duas décadas atrás, hoje, representam apenas 16 reais, ou seja, o investidor está perdendo o poder de compra quando deixa o dinheiro na poupança enquanto existem inúmeras possibilidades mais vantajosas no mercado”, avalia o especialista.

Boleto do Bem

Uma das alternativas está no setor de consórcios, que segue em alta, mesmo com a crise. Conhecido como “poupança turbinada”, oferece, em um único produto, muitas possibilidades, como ferramenta de poupança, uma vez que, mensalmente, você paga o boleto e tem o dinheiro aplicado para realizar um sonho ou conquistar um objetivo; modalidade de crédito, pois quem entra em um consórcio com pressa em liberar o dinheiro, pode ofertar um lance com percentuais próximos ao que seria a entrada no financiamento; e produto de investimento, já que oferece rentabilidade da carta contemplada e atualizações anuais do crédito.

“As condições financeiras são as principais razões de quem não consegue investir. Assim, o consórcio se consolida como um ‘boleto do bem”, que ajuda a poupar dinheiro e evita que ele seja usado para outro objetivo”, diz Lorelay Lopes, head de Negócios do UP Consórcios, fintech da Embracon.

“Além disso, o UP é o único do mercado a oferecer taxa zero até a contemplação”, completa a executiva.

Allugator Invest

Outra alternativa para aqueles que não querem se arriscar na renda variável, mas que, ao mesmo tempo, buscam opções mais rentáveis que a tradicional renda fixa – que, hoje, oferece rendimentos praticamente irrisórios – é o Allugator Invest, plataforma que conecta consumidores que querem ter os melhores celulares do mercado, mas a preços mais baixos, com investidores que poderão lucrar com esses eletrônicos, como se eles fossem ativos financeiros.

O investidor financia a aquisição de lotes de produtos e tem retornos fixos, com rendimentos que podem variar de 9% a 13% ao ano, dependendo da modalidade de investimento escolhido.

Para Cadu Guerra, um dos fundadores da plataforma, a solução foi pensada para atender ao investidor de varejo.

Ele também afirma que os investimentos em locações são os mais rentáveis do mundo. No novo modelo, proposto pela fintech mineira, uma vez que o aporte é feito, o investidor recebe parcelas mensais referentes aos rendimentos, durante 12 ou 24 meses.

No último mês, recebe a parcela principal, que consiste no valor aportado. Todo o acompanhamento é feito pela própria plataforma.